Com redução de tributos, energia caiu 21,1% no RJ. Mas já subiu 9,7%

Os reajustes das distribuidoras de energia e os custos de acionamento das térmicas já absorveram parte da redução nas tarifas que foram obtidas com a renovação das concessões e a desoneração fiscal promovidas pelo governo federal, de acordo com estudo da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro).

Para a indústria fluminense, o custo médio da energia caiu de 21,1%, de R$ 396,93 por MWh para R$ 313,14, entre dezembro do ano passado, quando entrou em vigor a redução de encargos, e janeiro deste. Ao longo deste ano, contudo, subiu 9,7%, chegando a R$ 343,45 em novembro, aumento de abaixo da média nacional.

Para a indústria brasileira como um todo, a redução média foi de 20,8% — variou de 18,50% (Mato Grosso do Sul) a 25,10% (Piauí) — de R$ 332,23 por MWh para R$ 263. Mas aumentou 11,1% de janeiro a novembro, atingindo média de R$ 292,16 por MWh.

— O peso dos impostos, em especial do ICMS, encarece muito a energia e a produção da indústria, dilapidando sua competitividade — diz Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, presidente da Firjan.

O estudo analisou ainda as tarifas praticadas pelas 63 distribuidoras brasileiras no mercado cativo, no qual estão 94,4% das indústrias do país. Dentre a 63, 36 já fizeram reajuste, com índices entre 5% e 15%. Os dados estão disponíveis, a partir desta quinta-feira, no site da entidade, em www.firjan.org.br/quantocusta.

A pesquisa mostra que, em novembro, o Amapá ficou com a menor tarifa (R$ 71,37 por MWh), quase 70% abaixo da média nacional. O custo mais alto do país é de Tocantins: R$ 403,91. O Rio de Janeiro ocupa o quinto lugar entre as tarifas mais altas: R$ 343,45. São Paulo está na 18ª posição (R$ 273,05).

Na comparação internacional, o Brasil saiu do quarto mais caro para o 11º lugar entre 28 países. Mesmo assim, a tarifa brasileira está 8,6% acima da média internacional. O país de custo mais alto é a Índia (R$ 630,9 por MWh), seguida por Itália (R$ 500,5), Colômbia (R$ 376,9) e Japão (R$ 292,9). As tarifas mais competitivas são do Chile (R$ 284,9), Uruguai (R$ 249,5), China (R$ 201,5), Estados Unidos (R$ 126,2) e Canadá (R$ 114,1).

Fonte: O Globo

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