Confiança do empresário cai e atinge pior patamar em 16 anos

seta (nova)

A falta de confiança do empresário brasileiro se aprofundou mais uma vez e teve o pior resultado em 16 anos. O Índice de Confiança do Empresário Industrial chegou a 40,2 pontos em fevereiro, o menor patamar da série histórica, que tem início em janeiro de 1999. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O índice caiu 4,2 pontos na comparação com janeiro, quando estava em 44,4 pontos. A queda de janeiro para fevereiro foi o maior recuo mensal desde julho de 2013. Em 12 meses, a queda acumulada é de 12,2 pontos. Nessa pesquisa, os números variam de 0 a 100. Os valores abaixo de 50 indicam falta de confiança dos industriais.

“O aumento do pessimismo é resultado da percepção negativa dos industriais em relação às condições atuais da economia e das empresas e da piora das expectativas para os próximos seis meses”, avalia a CNI.

A entidade aponta que a falta de confiança, além de crescer, se tornou mais disseminada no mês de fevereiro. Isso porque a falta de confiança teve elevação em todos os portes, regiões e segmentos da indústria brasileira.

O índice que mede o ânimo dos empresários em relação às condições atuais caiu 3,5 pontos e chegou a 32,2 pontos em fevereiro. O índice que mede as expectativas caiu 4,6 pontos na passagem de janeiro para fevereiro e ficou em 44,1 pontos. Com o distanciamento da linha dos 50 pontos, o resultado indica grande pessimismo dos empresários para os próximos seis meses.

Nos três segmentos da indústria houve queda do índice de confiança em fevereiro ante janeiro. No setor de construção, passou de 44,6 pontos para 39,8 pontos. Na indústria extrativa, caiu de 45 pontos para 42,7 pontos. No segmento de transformação, o recuo foi de 44,2 pontos para 40,1 pontos.

Considerando o porte das empresas, o índice de confiança também mostrou queda em todas as categorias. Nas pequenas, recuou de 45,5 pontos para 39 pontos; nas médias, de 42,9 pontos para 38,7 pontos; nas grandes, de 45,5 pontos para 41,5 pontos.

A CNI informou que a pesquisa foi realizada entre 2 e 12 de fevereiro, com 2.830 empresas. Dessas, 1.091 são pequenas, 1.080 são médias e 659 são de grande porte.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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