A confiança do empresário industrial brasileiro caiu mais uma vez e atingiu o menor índice dos últimos 15 anos. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) informou nesta terça-feira, 18, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) ficou em 44,8 pontos em novembro, um ponto abaixo dos 45,8 pontos registrados em outubro. O valor é o mais baixo de toda a série histórica da pesquisa, que começa em 1999.

O levantamento trabalha com um parâmetro que varia de zero a 100. Valores acima de 50 pontos indicam empresários confiantes e os números abaixo dessa linha indicam falta de confiança. Há oito meses, o índice está abaixo dos 50 pontos e revela a falta de confiança dos industriais.

Os empresários da indústria de transformação são os menos confiantes, com 44,3 pontos. Em seguida aparece a indústria a extrativa, com 44,6 pontos, e a de construção, com 45 pontos.

Na comparação por porte das empresas, os empresários médios são os mais desanimados, com 43,7 pontos, seguidos dos pequenos, com 44,6 pontos, e dos grandes, com 45,4 pontos.

Quando é feito o recorte por região, a única que ainda apresenta resultado acima dos 50 pontos é o Norte, com 52,1 pontos. Em seguida aparece o Nordeste, com 48,3 pontos. O Centro-Oeste apresentou índice de 43,4 pontos; o Sul, de 42,7 pontos; e o Sudeste, de 42,1 pontos.

Futuro
A confiança dos empresários em relação às condições atuais da economia é mais baixa que as expectativas para o futuro. O índice que mede a confiança para as condições atuais ficou em 37,8 pontos. Esse número é resultado de um índice de 29,8 pontos para a avaliação da economia brasileira, e de 42 pontos quanto às condições da empresa.

O índice que mede as expectativas para os próximos seis meses ficou em 48,2 pontos. Esse número é resultado de um índice de 39,2 pontos na avaliação da economia do País e de 52,6 pontos na avaliação das condições da empresa.

A CNI informou que o levantamento foi feito entre 3 e 12 de novembro com 2.807 empresas de todo o País, das quais 1.078 são de pequeno porte, 1.059 são médias e 679 são de grande porte.

Fonte: O Estado de S.Paulo, 18/11/2014.

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