Desabamento de prédios evidencia falhas na fiscalização em obras na cidade do Rio de Janeiro

Investigações realizadas pela polícia apontam uma série de fatores que podem ter abalado a estrutura do Edifício Liberdade, que desabou, no último dia 25, provocando a queda de outros dois prédios naAvenida Treze de Maio. Acumulação de entulhos, modificações na planta original e obras do metrô podem ser as causas da tragédia que deixou 17 mortos no Centro do Rio de Janeiro.

Em matéria publicada no Globo desta terça-feira, 31 de janeiro, a promotora de eventos Ires Ribeiro, que trabalhava há dez anos no prédio, afirmou que o alojamento do zelador, localizado no 20º andar, era utilizado como depósito de entulhos das obras da TO Tecnologia Organizacional, no 9º andar.

Especialistas também trabalham com a hipótese de que alterações no projeto original possam ter provocado uma sobrecarga na estrutura do edifício. Inicialmente, a construção, de 1938, foi projetada para ter 15 andares, mas os construtores tiveram autorização da prefeitura para adicionar mais três andares e para fazer uma obra de extensão nos andares de cima, em 1950. Mas, segundo o secretario municipal de urbanismo, Sérgio Dias, as licenças para essas obras não apresentam irregularidades.

O perito da Procuradoria Geral do Estado, o engenheiro civil José Schipper, admitiu que as obras do metrô, em 1976, provocaram uma inclinação no Edifício Liberdade. Apesar de reconhecer a gravidade do incidente, Schipper não acredita que a inclinação tenha levado ao desabamento. Especialistas alertam para a falta de monitoramento em obras realizadas na cidade.

Fonte: O Globo

 

 

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