E-commerce brasileiro cresce 24% no primeiro semestre

Setor movimenta 12,7 bilhões de reais. Expectativa até dezembro é de 28 bilhões de reais

O comércio eletrônico no Brasil cresceu 24% no primeiro semestre do ano na comparação com o mesmo período de 2012, aponta relatória da e-bit, empresa especializada em informações de e-commerce. Os 34,5 milhões de pedidos feitos através da internet entre janeiro e junho de 2013 renderam o equivalente a 12,7 bilhões de reais. Ainda de acordo com o relatório, o e-commerce brasileiro deve faturar até o final deste ano 28 bilhões de reais, 25% a mais do que o registrado em 2012.

Entre os produtos mais comprados na rede estão itens da categoria de moda e acessórios (13,7%). Em seguida, aparecem os eletrodomésticos (12,3%), cosméticos e produtos de perfumaria e cuidados pessoais (12,2%), itens de informática (9%) e livros e assinaturas de revistas (8,9%).

Para Pedro Guasti, diretor geral da e-bit, os bons resultados são reflexo de uma mudança no comportamento dos consumidores, que se sentem mais confortáveis e confiantes para aproveitar promoções, muitas vezes exclusivas das lojas online, além das facilidades no pagamento. A pesquisa também identificou uma queda de 4,2% nos preços dos produtos ofertados no comércio eletrônico em relação ao mesmo período do ano passado.

O comércio eletrônico no Brasil ganhou 3,9 milhões de novos consumidores, número menor do que o registrado em 2012, quando 4,64 milhões de pessoas fizeram a sua compra pela primeira vez na internet. A maior parte desses novos clientes digitais é mulher (55%) e está na faixa dos 25 aos 49 anos (67%). Ainda segundo o levantamento, muitos dos novos compradores vêm da classe C, possuem ensino fundamental e médio e ganham em torno de 3.000 reais.

O número de usuários que tem utilizado dispositivos móveis para fazer compras também aumentou nos últimos doze meses, mostra o relatório. Em junho deste ano, 3,6% de todas as transações foram realizadas a partir de smartphones ou tablets. Em 2012, apenas 1,3% das compras foi realizada por meio desses aparelhos.

Fonte: revista “Veja”

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