Economistas reduzem ainda mais projeção para o PIB deste ano: 1,44%

Previsão para crescimento do ano que vem também caiu, para 1,8%

Economistas do mercado financeiro estão ainda mais pessimistas em relação ao crescimento do PIB brasileiro em 2014. Segundo o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central, a mediana das projeções dos analistas caiu pela segunda semana consecutiva, desta vez para apenas 1,44%, frente à previsão anterior de 1,5%. É a pior estimativa para o crescimento deste ano desde que projeções para 2014 começaram a ser calculadas, em 2010. A expectativa para o desempenho do ano que vem também diminuiu para 1,8%, ante os 1,85% da pesquisa anterior.

Os analistas também pioraram as projeções para o desempenho da indústria neste ano. A mediana das projeções é de crescimento de apenas 0,96%, um forte recuo em relação à semana passada, quando o mercado esperava alta de 1,24%. Na semana passada, o IBGE mostrou que o setor recuou 0,3% em abril.

As previsões para o crescimento econômico começaram a cair após a divulgação do fraco resultado do PIB do primeiro trimestre, que avançou 0,2%, na comparação com os três meses anteriores, e 1,9%, em relação ao primeiro trimestre de 2013. Economistas ouvidos pelo GLOBO explicaram que fatores como a inflação em alta, freando o consumo das famílias, e os baixos níveis de investimento estão entre as razões para o baixo crescimento.

Em relação à alta de preços, os analistas mantiveram a projeção de que o IPCA feche o ano em 6,47%, pouco abaixo do teto da meta do governo, de 6,5%. A expectativa para a taxa de juros também foi mantida em 11% ao ano, após o Banco Central sinalizar que deve esperar que o ciclo de altas da Selic, encerrado há duas semanas, comece a fazer efeito no combate à inflação. Antes da decisão do BC de interromper a sequência de elevações, o mercado vinha projetando que a Selic encerrasse 2014 em 11,25% ao ano.

“Ao reavaliar o desempenho da atividade econômica, a ata da última reunião do Copom implicitamente apontou melhora do balanço de riscos prospectivo à inflação, reduzindo a possibilidade de novos aumentos de juros até o final do ano”, disse o economista Octavio de Barros, diretor de pesquisas e estudos econômicos do Bradesco, em nota.

Fonte: O Globo

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