Sexta-feira, 9 de dezembro de 2016
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Mudanças
no ar: Geração Y corre mais
riscos na hora de investir

Os millennials aceitam correr mais riscos, se preocupam menos com a inflação e investem com a finalidade majoritária de abrir um negócio próprio – e não de garantir a aposentadoria. As conclusões foram divulgadas na pesquisa anual Sentimento do Investidor, do fundo de gerenciamento de ativos Franklin Templeton. Os investidores de 25 a 34 anos corresponderam a um terço dos 500 entrevistados brasileiros pelo fundo para a realização da pesquisa.

De modo geral, a pesquisa mostra que 70% dos entrevistados terão uma estratégia de investimento mais conservadora em 2016, enquanto os millenials mostram-se mais propensos a buscar oportunidades para investir fora do país em busca de retornos mais consistentes (e, por consequência, com maior risco majoritariamente).

O otimismo mais acentuado dos investidores millenials na hora de atingir seus objetivos é refletido na pesquisa ao identificar-se a existência de uma relação direta entre otimismo e investimentos globais e inversa entre otimismo e idade. Ou seja, quanto maior a propensão a investir fora, maior o otimismo e quanto mais jovem o investidor, mais otimista.

“Trata-se de um público na maioria mais bem informado, uma geração mais conectada e tecnologicamente preparada. Por outro lado, muitos estão atravessando pela primeira vez em suas vidas profissionais uma crise de ampla magnitude como a atual. É importante que as experiências vivenciadas agora não acarretem os mesmos traumas que as gerações passadas carregam como hiperinflação, planos econômicos fracassados e confiscos”, diz Marcus Vinícius Gonçalves, presidente da Franklin Templeton Brasil.

Ainda que não esteja relacionado no estudo, um fator que chama a atenção além do otimismo é a iniciativa de buscar conhecimento antes de investir. No geral, menos de 30% dos brasileiros utilizam a ajuda especializada, como um consultor financeiro. Entre os mais jovens, esse número sobe para 40%. Ainda assim, fica muito aquém do cenário que vemos no México, por exemplo, utilizado como comparativo pela Franklin Templeton para a pesquisa no Brasil. “No México, 65% dos entrevistados afirmam contar regularmente com o apoio e orientações de um profissional especializado e desses, 87% consideram a relação bastante valiosa para a tomada de decisão sobre investimento”, diz Gonçalves.

De modo geral, os investidores brasileiros mostram-se mais conservadores na hora de atingir investir. Os imóveis continuam sendo o principal meio para 27% dos entrevistados, a poupança/CDB aparece com 14%, os fundos de investimento com 11% e ações com 9,5%. Os principais objetivos financeiros dos investidores brasileiros também não mudaram em relação à pesquisa de 2015. A compra de um novo imóvel, planejamento de férias e aposentadoria foram respectivamente os três itens mais citados por dois anos consecutivos.

Nordeste desponta
“Nesse aspecto, a avaliação também trouxe algumas surpresas. Entre elas, o Nordeste aparece como a ponta de lança de um comportamento inovador na hora de investir. No caso do aconselhamento profissional, 44% dos entrevistados nordestinos afirmaram que contam com a consultoria de profissionais especializados em investimentos, contra 33% da média nacional.

O Nordeste surgiu na pesquisa não apenas com destaque quando se olha a região de origem dos investidores como também para onde eles estão olhando. Enquanto na média geral, cerca de 58% dos brasileiros mantêm seus investimentos no Brasil, 54% dos investidores nordestinos têm parte de sua carteira no exterior e 24% deles aplicam entre um quarto e metade de seus ativos lá fora. A região também se mostra otimista: 38% deles se declaram “muito otimista” em atingir seus objetivos de investimento.

Outra região que apareceu com destaque é o Centro-Oeste. Os investidores provenientes de lá (31%) são os mais propensos a adotar uma estratégia mais agressiva neste ano em relação aos demais (19%). Além disso, cerca de 21% dos entrevistados têm como objetivo principal de investimento abrir seus próprios negócios, contra uma média nacional de 13%.

Fonte: Época Negócios.

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