Indicadores de educação jovem no Brasil

Na semana do “Dia Internacional da Juventude”, o Instituto Millenium destaca a educação como prioridade para o desenvolvimento dos jovens brasileiros. Acompanhe alguns indicadores importantes.

O Censo Escolar da Educação Básica 2011, divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), aponta que em 2010, a população brasileira de 15 a 17 anos era superior a 10 milhões, enquanto pouco mais de 8 milhões estavam matriculados no Ensino Médio. Confira a tabela baixo, que representa o número de matrículas no Ensino Médio e população residente de 15 a 17 anos.

O órgão também revelou que no mesmo ano, em todo o Brasil, os docentes do Ensino Médio com curso superior não chegavam a 100%. Os alunos da região Nordeste foram os mais prejudicados: somente 80,3% dos professores de ensino médio possuíam graduação superior. No país todo o número chegou a 91%.

Analfabetismo

Outro índice preocupante é a taxa de analfabetismo entre a população brasileira com 15 anos ou mais. Mesmo tendo diminuído quatro pontos percentuais entre 2000 e 2010 (de 13,6% para 9,6%), o Brasil ainda se posiciona atrás de países como o Zimbábue, país africano com PIB per capita igual a 5% do brasileiro, no ranking de analfabetismo.

Também de acordo com IBGE, em 2009, apenas 50,2% dos jovens de 19 anos concluíram o Ensino Médio. Os que concluíram o fundamental 16 representavam 63,4%.  Veja o gráfico abaixo feito pelo movimento “Todos pela educação”.

A escolaridade média do Brasil também deixa a desejar. As pessoas com 25 anos ou mais possuíam, em 2009, 7,2 anos em média de estudo. Países como  México, Jordânia e Jamaica atingiram posições melhores no ranking, com 8,7; 8,6 e 9,6 anos de estudo respectivamente.

Ensino Superior

Uma recente pesquisa promovida pelo pelo Instituto Paulo Montenegro (IPM) e pela ONG “Ação Educativa” revelou que entre os estudantes do ensino superior, 38% não dominam habilidades básicas de leitura e escrita. O Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), é  realizado por meio de entrevista e teste cognitivo aplicado em uma amostra nacional de 2 mil pessoas entre 15 e 64 anos.

De acordo com o Censo da Educação Superior 2010, lançado no final de 2011, o número de matrículas no ensino superior aumentou 110% entre 2001 e 2010. No entanto,  o número de jovens (entre 18 e 24 anos) matriculados em cursos superiores cresceu apenas 2,4 pontos percentuais no mesmo período – de 12%, em 2001, para 14,4%, em 201o.

O último censo registra o Brasil com 6,5 milhões de universitários, sendo 6,3 milhões em cursos de graduação e 173 mil na pós-graduação.

Fontes: INEP, IBGE, Veja, O Estado de S. Paulo

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