Inflação acumulou em 7,7% em 12 meses, maior desde 2005

O ano começou pressionado com a alta dos preços da gasolina e dos cursos. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial no Brasil, registrou alta de 1,22% em fevereiro, muito próxima à vista no indicador de janeiro (1,24%), mostrou nesta sexta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A prévia da inflação (IPCA-15) indicava aceleração maior, de 1,33%.

Com isso, em doze meses até fevereiro, a inflação acumulou 7,7% – a maior variação desde maio de 2005, de acordo com o instituto. A prévia do IPCA sinalizava alta de 7,36% para o índice nessa comparação. A meta do governo tem como centro 4,5%, podendo oscilar entre um limite mínimo de 2,5% e máximo de 6,5%. A inflação já estourou diversas vezes o teto da meta no ano passado, mesmo com o governo controlando os preços administrados (energia e combustível, por exemplo).
Neste ano, porém, os combustíveis ficaram mais caros, assim como a energia elétrica.

Pesquisa da Reuters apontou que a expectativa de analistas era de que o IPCA avançasse 1,08% no mês e 7,54% em doze meses.

Os dados mostraram que o grupo Transporte foi o que mais pesou para a alta dos preços em fevereiro, na comparação com janeiro. Puxado pela elevação de 8,42% nos preços da gasolina, o grupo todo representou 0,41 ponto porcentual do índice cheio (1,22%). A gasolina impactou em 0,31 p.p., sendo responsável, sozinha, por um quarto do IPCA.

Ainda no grupo transportes, o aumento nas alíquotas do PIS/CONFINS para o óleo diesel levou a uma alta de 5,32% do produto no mês. Já os preços do etanol subiram 7,19%. O trem (3,1%), automóvel novo (2,88%), ônibus urbano (2,73%), metrô (2,67%), ônibus intermunicipal (1,68%), táxi (1,21%) e conserto de automóvel (1,20%) também pesaram no bolso do consumidor.

Além de Transporte, o grupo Educação teve o segundo maior impacto, representando 0,27 p.p. dos 1,22%. Ele também teve a variação porcentual mais alta: 5,88% entre janeiro e fevereiro. Segundo o IBGE, isso se deve aos reajustes praticados no início do ano letivo, especialmente nos valores das mensalidades dos cursos regulares, que subiram 7,24%.

Fonte: Veja

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