“Inovação é o que move as empresas”

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As empresas — e os líderes — precisam estar concentrados sempre em duas atividades: aumentar a eficiência da empresa e propiciar inovação para o futuro. Pelo menos é o que diz Vijay Govindarajan, especialista em estratégia e inovação. Como consultor de empresas e de CEOs, ele já trabalhou com mais de 25% das empresas listadas na Fortune 500, como Boeing, Coca- Cola, Colgate, Deere, FedEx, GE, Hewlett-Packard, IBM, J.P. Morgan Chase, J&J, New York Times, P&G, Sony, e Wal-Mart.

“Inovação é o que move as empresas”, diz Govindarajan. Porém, ele reconhece que inovar nem sempre é fácil — envolve mudança, e sempre há uma parte de nós que tende a rejeitá-la. Mas não se pode focar apenas em inovação. Afinal, as empresas precisam se manter eficientes e competitivas no presente. É para ajudar a equilibrar esse trabalho que ele escreveu o livro “A estratégia das 3 caixas: um modelo para fazer a inovação acontecer“. “Ao mostrar as três caixas, estou tentando mostrar aos líderes que existem dois trabalhos a fazer: um trabalho é promover a eficiência no negócio atual, outro é inovar para o futuro”, afirma.

“A empresa deve ser flexível o suficiente para se adaptar continuamente a mudanças no ambiente de negócios. Deve automaticamente mudar quando há uma mudança no mundo, e um líder precisa criar essa capacidade de adaptação contínua”. Segundo ele, a chave para o sucesso de uma empresa está em equilibrar — todos os dias — as atividades de cada uma das três caixas:

Caixa #1 – Gerencie o presente
Aqui, a estratégia é gerenciar o negócio com a máxima eficiência, utilizar inovações no modelo de negócios, expandir e melhorar os produtos e serviços já existentes. O desafio, segundo o autor, é “manter foco nas necessidades de curto prazo do cliente e otimizar as operações para atingir alta eficiência ao menor custo”. Para isso, o gestor deve definir metas e desafios para obter o melhor desempenho de sua equipe, detectar problemas e ineficiências e “criar a cultura de fazer tudo da maneira mais inteligente, rápida e econômica”.

Caixa #2 – Esqueça o passado
Govindarajan diz que, para se criar o futuro (caixa 3), é preciso abrir espaço e desenvolver uma estrutura de apoio que permita a inovação e a mudança dentro da empresa. Ele alerta que talvez seja necessário “abandonar práticas, hábitos, atividades e atitudes do passado”. Como o autor explica, “a caixa 3 ajuda as organizações a se livrarem de ideias e estruturas inibidoras que se enraizaram em razão do sucesso passado”.

Caixa #3 – Crie o futuro
Para conseguir inovar, é preciso realizar experiências e testar hipóteses, além de estar aberto ao aprendizado que vem com a experimentação. O desafio para os gestores nesse ponto é descobrir quais são as ideias nas quais vale a pena apostar. Govindarajan diz que é preciso desenvolver um método para avaliar o valor e a prioridade das ideias. Mais importante ainda é estar ciente de que a taxa de sucesso dos experimentos da caixa 3 é baixa. O líder deve “mensurar o progresso das iniciativas da caixa 3 não pela evolução da receita, mas pela qualidade e ritmo do aprendizado resultante dos experimentos”.

“Acredito que a coisa mais importante que os líderes podem fazer para promover a inovação é criar um time de inovação que seja separado do core business. Ao ser separado, ele terá liberdade e flexibilidade para inovar”, diz Govindarajan. “Outra coisa importante que os líderes podem fazer é alocar os recursos para a inovação, e essas verbas devem ser destinadas apenas à inovação — não podem ser realocadas de volta para o core business”.

Fonte: “Época negócios”.

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