Quinta-feira, 8 de dezembro de 2016
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Jovens estão ficando mais probres, diz estudo

Qual é a probabilidade de você se tornar um milionário? Uma em dez? Uma em cinquenta? Uma em cem? Bem, se você tiver mais que 62 anos sua probabilidade de ainda conseguir atingir US$ 1 milhão (valor gerado após diminuir todos seus bens pelas suas dívidas) é relativamente boa: 1 em 7. Mas, se você tem menos que 40 anos, as chances são de 1 em 55. Nos últimos 25 anos, as chances de uma pessoa mais velha tornar-se milionária aumentaram significativamente. Paralelamente, as chances de uma pessoa mais jovem caíram substancialmente.

É isso pelo menos que mostra um estudo feito por economistas do Household Financial Stability, que pertence ao Federal Reserve de St. Louis. O estudo analisa a diferença de riqueza crescente entre os jovens e os velhos ao longo das últimas décadas. Realizado por William Emmons, Bryan Noeth e Ray Boshara, é baseado em pesquisas com 40 mil famílias que o FED realizou entre 1989 e 2013 e tenta identificar qual a influência que a idade tem na renda que uma pessoa gera e na riqueza que ela acumula ao longo da vida.

O trabalho sugere que a renda e a riqueza das pessoas tendem a seguir uma espécie de padrão natural durante a vida delas. Os jovens (geralmente definidos aqui como aqueles com menos de 40 anos) não trabalharam ainda por muitos anos, o que não os deixa com a oportunidade de guardar muito dinheiro. Eles também precisam fazer investimentos em coisas como educação e aquisição da casa própria. Pessoas de meia-idade (entre 40 e 61 anos) já trabalharam tempo suficiente para que elas comecem a acumular riqueza rapidamente. E idosos (acima de 62 anos) começam a analsar sua riqueza, para financiar a aposentadoria.

Outra conclusão é que, apesar de as famílias jovens de hoje provavelmente terem mais escolaridade, elas não estão caminhando para possuir tanta riqueza quanto os mais velhos.

Os jovens estão mais pobres
Basicamente, as pessoas mais jovens sempre tiveram menos dinheiro do que as mais velhas. Mas os economistas analisaram que essa tendência tem se acentuado e que as pessoas mais jovens de hoje têm tido mais dificuldade de obter renda do que os jovens do passado. Para isso, os pesquisadores compararam a renda familiar média e patrimônio líquido que pessoas nascidas em anos diferentes (1901, 1904, 1907 e assim por diante) tinham em 1989 e 2013. Também analisaram os chamados Baby Boomers, Geração X e Millenials.

“As pessoas nascidas na primeira metade do século 20 simplesmente estavam no lugar certo na hora certa e é como se tivessem sido levantadas por uma maré crescente”, analisam os economistas. Depois vieram os Baby Boomers, a geração nascida após a II Guerra Mundial. Eles não se saíram tão bem como os seus antecessores, em parte porque enfrentaram maior concorrência, e talvez em parte porque o mundo era apenas um lugar diferente. “Os Boomers foram a primeira geração que realmente experimentou os efeitos da globalização e da concorrência de trabalhadores no mundo em desenvolvimento. Além disso, viram a automação e o declínio dos sindicatos de trabalhadores. Todos sofreram com o baixo crescimento dos salários”, escreveram.

Mas até mesmo os Boomers parecem estar indo muito bem, quando comparados com as gerações que vieram depois deles. A história realmente “triste”, segundo definem os economistas é a da Geração X, que tem se beneficiado muito menos. Os Millennials também parecem estar se saindo mal, embora eles realmente não tenham ganhando renda suficiente para fazer comparações históricas.

Em apenas 25 anos, a disparidade de riqueza entre as pessoas jovens e mais velhas aumentou. Em 1989, famílias mais velhas tinham 7,6 vezes a quantidade de riqueza média das jovens famílias. Em 2013, nesta comparação, a riqueza das famílias mais velhas era 14,7 maior. De acordo com cálculos dos economistas, alguém nascido em 1970 tem um quarto menos renda e 40% menos riqueza do que uma pessoa nascida em 1940. Não está claro exatamente o motivo, os economistas dizem.

Se os motivos não são mais claros, os economistas afirmam que a melhor dica é “ouvir os mais velhos” e seguir alguns passos deles para conseguir acumular mais riqueza. Um deles é ter um fundo de emergência, o que pode ajudar muito em tempos que a renda e os gastos são voláteis e pode ser a salvação para uma perda de emergência ou um problema de saúde inesperado. Outra dica é tentar quitar as dívidas de longo prazo o quanto antes. Priorizar investimentos de alto retorno (mas longo prazo) e só comprar uma casa quando a renda for significativa é essencial, afirmam os economistas.

Fonte:Época.

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