Jurista indicado por Dilma já pediu voto para a presidente

Luiz Edson Fachin disse, em 2010, que eleição de petista era necessária para garantir conquistas dos anos anteriores

Indicado pela presidente Dilma Rousseff para compor o Supremo Tribunal Federal (STF), o jurista Luiz Edson Fachin já pediu voto para ela em 2010. Vídeo postado em 29 de outubro daquele ano, no Youtube, mostra Fachin, identificado como professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), lendo um manifesto de juristas. No texto, são citados vários programas do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010), padrinho político de Dilma. Em seguida, é feita uma defesa do voto em Dilma para garantir sua continuidade. Na época, Dilma disputava sua primeira eleição.

– Entendemos portanto que, muito mais que uma candidatura, o que está em jogo é o que foi conquistado. Por isso tudo, declaramos em conjunto apoio a Dilma Rousseff. É hora de unir nossas forças no segundo turno para garantir as conquistas e continuarmos na direção de uma sociedade justa, soberana e solidária – afirmou Fachin, concluindo: – Dia 31 de outubro votamos Dilma Rousseff para presidência do Brasil.

No texto lido por Fachin, há críticas ao ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), mas o nome dele não chega a ser citado. Fernando Henrique patrocinou mudança na Constituição para que pudesse disputar a reeleição em 1998. Ele também escolheu para o cargo de procurador-geral da República Geraldo Brindeiro, que ficou conhecido pelo apelido “engavetador-geral da República”.

– O governo que queremos é o governo que preservou as instituições democráticas e jamais transigiu com o autoritarismo. Um governo que não tentou alterar casuisticamente a Constituição para buscar um novo mandato. Governo que sempre escolheu para chefe do Ministério Público Federal o primeiro de uma lista tríplice elaborada pela categoria e não alguém de seu convívio ou conveniência. Governo que estruturou a Polícia Federal, a Defensoria Pública, que apoiou a criação do importante Conselho Nacional de Justiça e a ampliação da democratização das instituições judiciais – leu Fachin

Entre os programas elogiados no manifesto estão o Fome Zero, o Bolsa Família, o Luz Para Todos e o Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar). A política de valorização do salário mínimo também foi citada.

– Apoiamos Dilma para prosseguirmos juntos na construção de um país capaz de um crescimento econômico que signifique desenvolvimento para todos, que preserve os bens naturais, um país socialmente justo, que continue acelerando a inclusão social, e que consolide, soberano, sua nova posição no cenário internacional. Um país que priorize a educação, a cultura, a sustentabilidade, a erradicação da miséria. Um país que preserve sua dignidade reconquistada – afirmou Fachin.

Fonte: O Globo

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