Quinta-feira, 8 de dezembro de 2016
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Latinas de empresas do Vale do Silício criam ‘clube’

á alguns meses, Google, Facebook, Twitter e Yahoo abriram pela primeira vez dados sobre a diversidade dos seus quadros de funcionários. Em todas as empresas, a porcentagem de mulheres na área de tecnologia ficava em torno de 15%, e a de latinos era ainda menor — mulheres latinas, então, eram a exceção da exceção. Quando teve acesso a esses números, Gretel Pereira, diretora de comunicação do Evernote, sentiu ainda mais vontade de levar adiante seu projeto de reunir periodicamente as latinas e brasileiras que trabalham e vivem no Vale do Silício.

As mulheres convidadas por Gretel se encontram a cada três meses para trocar figurinhas, fazer networking e discutir alternativas para os desafios que enfrentam na vida profissional. “Um dos meus principais objetivos é transformar esse diálogo sobre a presença feminina em tecnologia em algo mais positivo. Fala-se muito sobre a falta de mulheres no setor, mas conheço mulheres sensacionais que trabalham aqui na região”, diz Gretel.

O grupo já conta com mais de 50 mulheres que trabalham em empresas como Prezi, Uber, Twitter, Duolingo, Yahoo, Netflix, Salesforce e o próprio Evernote. São norte-ame­ri­canas de ascendência latina, mexicanas, co­lombianas, venezuelanas, espanholas e bra­sileiras que compartilham práticas de mercado e aprendem umas com as outras. “Trocamos ideias, discutimos projetos, nos incentivamos e, principalmente, torcemos umas pela outras”, conta Dayse Black, brasileira que trabalha no Prezi.

Se é verdade que há um lugar especial no inferno reservado às mulheres que não ajudam outras mulheres, como disse a ex-secretária de Estado dos Estados Unidos Madeleine Albright, o grupo liderado por Gretel certamente já garantiu um espaço vip no paraíso.

Fonte: Galilleu.

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