Terça-feira, 6 de dezembro de 2016
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Levy: corte de ministérios renderá ‘milhões de economia’

Levy negou atritos com Temer, e afirmou que equipe econômica trabalha para liberar verbas

O ministro da Fazenda Joaquim Levy afirmou que a redução de 39 para 29 ministérios marca o pontapé de uma reforma administrativa no governo da presidente Dilma Rousseff, que visa ao aumento da eficiência e da produtividade do governo federal. A declaração foi dada na noite desta segunda-feira na capital americana. Sem oferecer detalhes de novas medidas que sairão do forno, ele disse que, quando estiver implementado, o corte no número de pastas resultará na economia de milhões aos cofres públicos.

— É um começo, uma indicação superimportante, a gente tem um trabalho de melhoria da máquina do governo. É um gesto, uma clara indicação do que a gente está considerando importante, a melhora do funcionamento do governo, mais eficiência é fundamental. Todo mundo fala de produtividade, a gente também está procurando produtividade no governo. Certamente serão muitos milhões de economia. O imediato pode dar muitos milhões de economia — disse Levy.

Segundo o ministro, a reforma administrativa se soma a outros esforços do governo para ajustar e modernizar a economia brasileira. Levy citou como exemplos a correção nos preços de tarifas, a melhora das contas externas e a maior disposição de negociação de novos acordos comerciais e de integração internacional:

— Tem várias coisas que a gente já vem fazendo desde o começo do ano, a economia está se transformando.

O trabalho, defendeu Levy, “é de formiguinha”:

— Certamente vai se desdobrar essa reforma, em muitas etapas. Vamos precisar ter continuidade, foco. Esse é o desafio. O Brasil está vivendo um momento em que tem desafios claros. Não tem mágica, não tem solução alternativa, A, B, C ou D que vai fazer tudo acontecer, tudo vai ser muito lindo. Não tem isso.

Ministro nega atrito com vice Temer

Levy negou que a calibragem da liberação de verbas feita pela equipe econômica tenha gerado atritos e sido um dos motivos para o vice-presidente Michel Temer deixar o dia a dia da coordenação política do governo. Para o ministro, Temer fez e continuará fazendo um “trabalho extraordinário”, e que estão sendo feito esforços para atender as emendas parlamentares, moeda de troca de apoio no Congresso.

— Temer fez um trabalho extraordinário e acho que ele vai continuar a fazer um trabalho extraordinário, até pela experiência, pela temperança dele. Nós temos realocado os recursos para atender emendas. Mas é lógico que está flagrante a limitação de recursos — afirmou o ministro.

Segundo Levy, a equipe econômica também está trabalhando em parceria com outro articulador político do governo, o ministro Eliseu Padilha, da Secretaria de Aviação Civil, para garantir o fluxo de recursos para as prefeituras e a “segurança na realização de projetos”.

— Acho que a valorização da iniciativa dos deputados, parlamentares, é muito importante, tem que ser reconhecida. Acho que a maior parte deles entende que isso pode ser modulado em relação à disponibilidade de recursos. Desde que haja esse respeito mútuo, acho que a gente consegue construir — ponderou o ministro da Fazenda.

Fonte: O Globo

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