Luiz Carlos Faria critica uso de tecnologias na Educação sem projeto “bem pensado”

O Instituto Millenium entrevistou Luiz Carlos Faria, especialista em educação, sobre o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) e sobre a adoção de computadores nas escolas. A entrevista poderá ser ouvida na segunda edição do podcast do Imil, “Millenium em Revista”, em 12 de julho.

Faria chama a atenção para o  uso vazio de tecnologias na Educação, como se elas por si só fossem a salvação do ensino. O especialista defende que  as tecnologias  “não  agregam conhecimento”sozinhas. O mau uso delas pode jogar  fora o dinheiro dos contribuintes.  Ele acredita que o uso dos computadores, por exemplo, só pode ajudar os alunos se existir um projeto bem pensado para o seu uso: “Os computadores, bem como as tecnologias que permitem sua interligação em todo o mundo, são fatores que potencializam o desenvolvimento econômico e social, a prosperidade, a democracia, mas para maximizar os resultado, precisamos aprender a empregá-los adequada e tempestivamente.”

Faria comenta  a  educação na  Coréia do Sul que possui  o projeto de digitalização de todo o conteúdo escolar, avaliado em dois bilhões de dólares, o “Smart Education Strategy Plan” (Veja a reportagem ). O educador alerta para o país que  chegou ao topo do mundo em educação muito antes de se falar em computadores e tecnologia da informação: “Com trabalho e disciplina”. Metas atingidas antes da “possível” implantação do projeto Smart Education, que digitalizaria os textos de estudo e substituiria cadernos e livros por smartphones e tablets com conteúdos estocados remotamente sob o sistema de computação em nuvens.

 

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