Medidas do FED e ata do Copom

Os mercados continuaram repercutindo a decisão radical do Fed de comprar títulos do Tesouro de longo prazo (Treasuries Bonds), de 10 a 30 anos, no total de US$ 350 bilhões, e daqueles lastreados em hipotecas imobiliárias, no total de US$ 750 bilhões. Somado a isto, foi anunciada a ata do Copom deste mês de março e um corte no Orçamento para este ano de 2009.

Na operação do Fed, a compra de títulos de longo prazo teve por objetivo derrubar a taxa de juros de longo prazo, tentando recolocar as pessoas na rota do consumo. Com isto, as taxas de juros dos títulos de 30 anos acabaram recuando, passando de 3,83% no dia 17 para 3,50% neste dia 18, subindo um pouco hoje (19/03), a 3,62%, numa correção pela forte queda dos dias anteriores.

Com isto, além de tentar antecipar o consumo futuro e desencorajar a poupança presente e futura, estas medidas tendem a elevar os refinaciamentos imobiliários, além de estimular os bancos a “destravarem o crédito”. O dólar deve perder força, com a forte injeção de liquidez na economia norte-americana, derrubando também o ouro, e estimulando os ativos reais, a bolsa de valores e as commodities, tanto agrícolas como minerais. Nesta quinta-feira, o petróleo subiu mais de 7%, cotado o barril acima de US$ 50. Em razão disto, tanto as ações da Petrobras como das mineradoras (Vale) e empresas siderúrgicas subiram nesta quinta-feira.

Outra decisão importante veio da compra dos títulos lastreados em hipotecas, incorporando a idéia de que os bancos só devem voltar a emprestar quando houver um processo de depuração nos seus balanços destes ativos problemáticos. Este processo começou com a decisão desta quarta-feira.

Outra notícia veio da ata do Copom, sem grandes novidades, a não ser pelo fato de que deve manter como objetivo a flexibilização monetária para impulsionar a economia, sem maiores preocupações com a inflação, em “cenário benigno”. Por fim, o Planejamento anunciou o corte de R$ 21,6 bilhões no Orçamento Geral da União para 2009, impactando alguns ministérios e o adiamento de reajustes e concursos públicos enquanto não houver uma normalização de cenário. O crescimento da economia, mesmo com atraso, também acabou reduzido de 3,5% para 2% em 2009.

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