O perfil socioeconômico de uma cidade pode ser determinante para o sucesso de um negócio. No último estudo sobre sobrevivência de pequenas empresas, divulgado pelo Sebrae em 2013, é possível rastrear em quais cidades os empreendedores conseguem se manter por mais tempo.

De acordo com o levantamento, as taxas de sobrevivência nas capitais são menores que as médias dos estados. Isso acontece pela maior oferta de negócios e também pelos custos mais altos para manter a empresa. As capitais com taxas mais baixas são Rio Branco (52,3%), Manaus (53,5%) e Recife (55,3%).

Veja o ranking, segundo o estudo, das capitais com melhores e piores taxas de sobrevivência. A taxa média nacional foi de 76% – e 72% entre as capitais – e cada região teve sua própria medição também, sendo 69,7% para o Norte, 71,9% para o Nordeste, 76,2% para o Sudeste, 71,8% para o Sul, e 69,6% para o Centro Oeste.

1. Brasília (DF)
A capital número um em sobrevivência é também a melhor da região Centro Oeste. Os negócios em Brasília sobrevivem mais do que os de outras capitais, com taxa de 79,8%. Esta taxa levou em consideração 9812 negócios criados em 2007 e revisados dois anos depois.

2. João Pessoa (PB)
A segunda posição no ranking é de João Pessoa, com taxa de sobrevivência de 79,3%, acima da média nacional, mas ainda abaixo da estadual, que é de 80,5%. Na região Nordeste, os negócios da capital se destacam.

3. São Paulo (SP)
A capital financeira do país ficou em terceiro lugar na lista. Dos quase 55 mil negócios avaliados, 77,9% sobreviveram aos dois primeiros anos de operação. Na região Sudeste, São Paulo apresentou o melhor desempenho.

4. Belo Horizonte (MG)
A segunda melhor capital da região Sudeste e a quarta melhor do país é Belo Horizonte. A taxa de sobrevivência das 8841 empresas avaliadas foi de 77,2%, acima da média nacional ainda, mas abaixo da estadual, que é de 81,5%.

5. Maceió (AL)
Maceió completa o topo da lista, com taxa de sobrevivência de 77,1%. Foram abertas 1495 empresas em 2007, segundo o levantamento. A taxa do estado de Alagoas foi de 77,9%.

6. Vitória (ES)
Com pouco mais de 1400 empresas abertas, Vitória, no Espírito Santo, ficou com a sexta posição. Segundo o estudo, a capital teve taxa de sobrevivência de 76,5%. A taxa do estado é de 77,1%, contra 78,2% da região.

7. Rio de Janeiro (RJ)
O Rio de Janeiro teve o pior desempenho entre as capitais do Sudeste, com taxa de sobrevivência de 72,6%. Pouco mais de 14 mil empresas foram analisadas. A taxa do estado é melhor, de 74%, mas ainda abaixo da região, de 78,2%.

8. Fortaleza (CE)
A capital cearense teve taxa de sobrevivência de 72,2%, segundo o levantamento. Cerca de 7300 empresas foram abertas e analisadas pelo levantamento. A taxa média estadual foi de 74,5%.

9. Boa Vista (RR)
Boa Vista é a primeira capital do Norte a aparecer na lista. A taxa de sobrevivência encontrada foi de 72,1%. Foram analisadas 670 empresas. A taxa de Roraima está acima, com 72,6%.

10. Palmas (TO)
Com 818 empresas abertas, Palmas, no Tocantins, teve taxa de 71%. A média estadual é de 74,1%, abaixo da taxa nacional de 76%.

11. Porto Alegre (RS)
Empatada com Palmas, Porto Alegre é a primeira capital da região Sul a aparecer no ranking, com taxa de sobrevivência de 71%. A taxa estadual é de 75,4%.

12. Campo Grande (MS)
A segunda colocada da região Centro Oeste aparece em 12º lugar no ranking nacional. Campo Grande teve 2341 empresas abertas em 2007 e a taxa de sobrevivência aos dois primeiros anos foi de 71%.

13. Florianópolis (SC)
Em segundo lugar entre as capitais do Sul, Florianópolis teve taxa de 69,9%, bem abaixo da média nacional de 76% e também da taxa estadual, que é de 75,8%.

14. Curitiba (PR)
Com quase 6500 empresas analisadas, Curitiba ficou em último lugar na região. A taxa de sobrevivência aos dois primeiros anos do negócio foi de 69,7%. O Paraná, no entanto, teve taxa de 75%.

15. Porto Velho (RO)
Com pouco mais de mil empresas avaliadas, Porto Velho apresentou taxa de sobrevivência de 69,2%, e ficou em terceiro lugar entre as capitais da região Norte. A média estadual é de 78%, segundo o levantamento.

16. Aracaju (SE)
A taxa de sobrevivência das pequenas empresas em Aracaju foi de 68,2%, contra 70,8% da média estadual. As empresas que mais lutam para sobreviver no mercado são as de serviços, de acordo com o estudo.

17. Natal (RN)
A capital do Rio Grande do Norte teve taxa de sobrevivência de 66,7%, segundo o levantamento. As empresas de comércio são as que mais sobrevivem no estado, com taxa de 76,8%.

18. Teresina (PI)
Em último lugar na região Nordeste aparece Teresina, no Piaui. A taxa encontrada entre as 1488 empresas analisadas foi de 66,6%. A média estadual é de 74,8%.

19. Belém (PA)
Na região Norte, Belém, no Pará, teve a quarta taxa mais alta, chegando a 65,4%. A média estadual foi de 71,5% e as empresas que mais sobrevivem são as de comércio, com taxa acima dos 76%.

20. Goiânia (GO)
A taxa de sobrevivência das pequenas empresas de Goiânia foi de 65%, segundo o estudo. No estado, a taxa encontrada foi de 71,8%. A média da região Centro Oeste é de 74%.

21. Macapá (AP)
Macapá ficou na 21º posição, com taxa de sobrevivência de 63,5%. Ainda assim, a taxa é melhor do que a média estadual, que foi de 63%. As empresas que mais sofrem para se manter no mercado no estado são as de construção, com taxa abaixo dos 40%.

22. Cuiabá (MT)
Com a pior posição na região Centro Oeste, Cuiabá teve taxa de sobrevivência de 61,9%. No estado, a taxa apresentou uma diferença considerável, chegando a 72,1%. Os municípios menores podem ser mais atrativos para começar um negócio do que a capital.

23. São Luís (MA)
São Luís teve 2619 empresas abertas e 60,4% sobreviveram aos dois primeiros anos de vida. No Maranhão, a taxa é de 68,1%, com melhor resultado para os negócios do comércio.

24. Salvador (BA)
Em Salvador, o estudo encontrou a maior diferença entre as taxas do estado e da capital. Enquanto a Bahia tem taxa de 70,2%, Salvador apresentou 57,2%. O melhor setor do estado é o comércio, com taxa de 74,4%.

25. Recife (PE)
Recife também apresenta uma discrepância entre os números da capital e do estado. Pernambuco teve taxa de 66,7% e a capital, de 55,3%. As empresas que mais sobrevivem no estado são as indústrias.

26. Manaus (AM)
A taxa de sobrevivência das pequenas empresas em Manaus foi de 53,5%. Segundo o levantamento, 3765 empresas foram constituídas em 2007. Este percentual está abaixo da taxa estadual, de 59,5%.

27. Rio Branco (AC)
A capital do Acre teve o pior desempenho do ranking, com taxa de 52,3%, ou seja, pouco mais da metade das 972 empresas abertas sobreviveram aos dois primeiros anos do negócio. No Acre, a taxa média foi de 58,1%, sendo a melhor sobrevivência das indústrias.

Fonte: Exame

Deixe um comentário