Mercado de apps ainda está aquecido. Empresa prevê faturar R$ 3 milhões

ExpressApps trabalha com plataforma com funções predefinidas

Quando Sergio Cury resolveu apostar no mercado de aplicativos a ideia inicial era atender pequenas e médias empresas. Mas a solução oferecida pela ExpressApps também atraiu grandes corporações e contribuiu para o crescimento da empresa. Inaugurada em janeiro de 2012, os aplicativos renderam R$ 600 mil no primeiro ano de operação. Para 2013, a expectativa é de um faturamento de R$ 3 milhões.

Cury sempre trabalhou na área de tecnologia e enxergou na expansão do mobile a oportunidade de montar seu próprio negócio. Conseguiu um investidor e abriu a ExpressApps com R$ 300 mil. A ideia era vender o aplicativo para as pequenas e médias empresas atraírem mais clientes.

“O mercado tinha poucos desenvolvedores e fazer um aplicativo era caro. E ainda o aplicativo dependia de aprovação da Apple. Ou seja, as pequenas não tinham muita chance nesse mercado. Elas tinham que investir muito sem ter certeza que a ferramenta ia entrar no ar”, conta Cury.

Para ganhar mercado, a ExpressApps criou uma plataforma com funções predefinidas. “Assim, o custo ficou mais barato e o nosso trabalho é o design, de deixar o aplicativo com a cara do cliente”, diz o empresário. A intenção inicial de não focar em grandes empresas é explicada porque Cury queria oferecer um produto que ele conseguisse colocar rápido no ar.

“O problema da grande empresa que a gente enxergava era que o departamento de marketing ia querer uma coisa e o de tecnologia ia querer outra. Não era nossa intenção ficar de reunião em reunião. Mas a partir do momento que estávamos com a plataforma pronta, essas grandes viram que era viável começar desse jeito mesmo, com funções predefinidas”, explica Cury.

A empresa trabalha com 40 funções e os clientes, em geral, escolhem entre 10 e 15 opções para o aplicativo. Um restaurante, por exemplo, pode optar pelo GPS, realização de reservas, pedidos, entre outros. No portfólio de clientes, a ExpressApps tem desde igrejas a empresas de logística. A lista de grandes empresas inclui a TIM, Cobasi, Academias Runner, redes de restaurantes Viena e Frango Assado, além de empresas de ônibus, por exemplo.

Desde o início das operações, a ExpressApps desenvolveu 200 aplicativos. A meta é chegar aos 800 até o fim do ano. O preço médio de um aplicativo é R$ 10 mil. Depois, o cliente paga uma mensalidade de R$ 150 para hospedagem do conteúdo, inclusão de inovações tecnológicas e adaptações em caso de lançamento de aparelhos.

“Por se tratar de um mercado novo, nosso principal desafio é tornar a ferramenta conhecida. Muitas empresas não conseguem ver o real retorno de ter um aplicativo, de como ele pode conversar com seu cliente onde quer que ele esteja. É importante conscientizar que aplicativo não é site”, afirma Cury. A empresa começou sua expansão e firmou uma parceria para abrir um escritório em Belo Horizonte. A expectativa é abrir unidades em Salvador, Fortaleza, Porto Alegre e Rio de Janeiro.

Fonte: O Estado de S.Paulo

RELACIONADOS

Deixe um comentário