Impunidade: crimes contra jornalistas ficam sem conclusão

Um levantamento realizado pelo Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) alertou para a falta de punição dos responsáveis pelas mortes de repórteres no Brasil. Segundo o CPJ, o país é o 11º colocado no ranking da impunidade em assassinatos de jornalistas. Os crimes contra Mario Randolfo Marques Lopes (RJ) e Paulo Roberto Cardoso (MS), no início de 2012, contribuíram para a classificação negativa na lista. Em entrevista concedida ao Instituto Millenium, em fevereiro, o jornalista Eugênio Bucci, classificou as mortes como uma “deficiência da ordem democrática”.

Diante deste cenário, os especialistas tem cobrado uma maior participação do governo federal em relação à segurança dos jornalistas. A 28ª sessão da bienal da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), que resultou na elaboração de um rascunho do Plano de Ação da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a Segurança dos Jornalistas, não teve apoio do administração pública.

As principais causas de crimes contra jornalistas brasileiros são: a corrupção política, o narcotráfico e os conflitos entre traficantes. Desde 1992, foram registradas 21 mortes relacionadas ao exercício do jornalismo no Brasil.

O ranking

O Iraque ocupa a primeira posição da lista dos países que deixaram de punir os culpados pelas mortes de jornalistas, seguido por Somália e Filipinas. A lista do CPJ considerou o período entre 2002 e 2011.

 

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