O começo do movimento secular no Irã

Nove de julho é um dia especial no calendário iraniano que marca o aniversário de duas ocasiões: a revolta dos melhores oficiais do Irã na base aérea de Shahrokhi logo após a revolução de 1979 e a revolta estudantil em 1999, que se espalhou por 19 cidades e durou seis dias.

Os oficiais da Força Aérea na base de Shahrokhi viram a tragédia que estava surgindo diante de sua terra natal. Apesar das probabilidades serem desfavoráveis, eles decidiram que era hora de ação e de sacrifício. Eles foram traídos por comunistas iranianos pró-União Soviética, o partido Tudeh, que estava tentando se promover perante o novo regime, mas o heroísmo dos oficiais de Shahrokhi durante o seu julgamento transmitido pela televisão transformou-os em lendas da história do Irã e em símbolos da luta do Irã pela liberdade.

A revolta dos estudantes em 1999, embora brutalmente esmagada, foi o início do movimento secular iraniano. O grito de uma nova geração, que mostrou ao mundo que, apesar de todas as tentativas de lavagem cerebral na população, a maioria dos jovens iranianos queriam mudar e seguir uma direção diferente da geração anterior que foi enganada ao empurrar o Irã de volta para a Idade das Trevas. Uma década depois, a luta pela democracia e pelo secularismo continua, e o sistema está se desmantelando pouco a pouco.

Tudo o que é necessário agora é que a opinião pública internacional aceite que os atuais governantes do Irã não representam os cidadãos do país, e que se una em torno do desejo de mudança do povo iraniano.

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Ezzatollah Ebrahimnejad, estudante mártir de 9 de julho de 1999.

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Liberdade

Publicado no blog de Potkin Azarmehr
Tradução: Cristina Camargo

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