O que um investidor analisa antes de colocar dinheiro em uma startup?

investidor1-iloveimg-resized-iloveimg-cropped

Você cria uma empresa. A ideia é ótima, você dedicou-se muito a ela. Agora, precisa de investidores que acreditem na sua startup tanto quanto você. É aí que mora o problema. Como saber se a jovem empresa é mesmo atraente? O que passa na cabeça de um investidor? Nesta terça-feira (06/06), investidores-anjo e profissionais de fundos comentaram as características que diferenciam um negócio — e chamam a atenção deles — durante o Congresso da Associação Brasileira de Private Equity & Venture Capital (ABVCAP), em São Paulo.

“O anjo, basicamente, é um executivo ou ex-executivo, empresário ou ex-empresário que decide colocar de 5% a 10% do seu capital em startups”, explica Camila Farani, presidente da Gávea Angels. Segundo ela, no Brasil, esse mercado ainda é “incipiente”. “Estamos bem no início”, disse.

Ao ser questionada sobre o que um anjo espera quando entra em uma empresa, Camila defendeu que se trata de um tripé: modelo de negócios, quem são os empreendedores e qual é o plano de crescimento daquela empresa.

Além dessas três características, Leopoldo Schipman de Lima, diretor de investimentos da CVentures, acrescentou outro fator fundamental. “Olhamos muito para a inovação.” De acordo com ele, os investidores querem saber “quão disruptiva é a companhia” e quais são os planos para continuar inovando.

Santiago Fossatti, diretor da Kaszek Ventures, criada pela equipe fundadora do Mercado Livre, defende que o grande foco do fundo são as pessoas que estão por atrás de cada empresa. “O objetivo é encontrar os melhores empreendedores e ajudá-los”, afirmou. “Sentimos que estamos apoiando muito as companhias do nosso portfólio. (…) Nosso principal foco são as pessoas, não tanto as grandes ideias do momento.”

Por sua vez, Carlos Kokron, vice-presidente da Qualcomm e diretor-executivo da Qualcomm Ventures para a América Latina, diz que costuma mirar empresas em um estágio um pouco mais avançado. “Somos investidores estratégicos.” Ou seja, eles querem retorno, não “fazem caridade”, nas palavras de Kokron. “Focamos em empresas relacionadas ao nosso mundo.” A Qualcomm trabalha com companhias de tecnologia, sobretudo que sejam ligadas a dispositivos móveis.

Fonte: “Época negócios”.

RELACIONADOS

Deixe um comentário