Para ‘Economist’, fusões no Brasil expõem fragilidade das políticas antitruste

A revista britânica “The Economist” publicou matéria sobre as negociações da tentativa de fusão entre o Pão de Açúcar e o Carrefour. Para o veículo, a transação  expõe a fragilidade das políticas antitruste no Brasil e o envolvimento “nebuloso” do Estado no processo de aquisições no país. A publicação ressalta que, se o negócio for concretizado, a nova varejista teria 27% do mercado nacional em seu segmento.

A Economist avalia que o PT, partido governista, estaria mais interessado em “criar campeões nacionais do que em fomentar a competição” empresarial: O desfecho da batalha (que envolve Pão de Açúcar, o Carrefour e o grupo rival francês Casino) pode depender de diversos fatores estratégicos, legais ou políticos. O bem-estar dos consumidores, porém, não está entre esses (fatores)”, diz o trecho o texto.

Na semana anterior, a revista abordou a notícia com outro tom, defendendo que a fusão do Pão de Açúcar com o Carrefour no Brasil traria novas “habilidades” ao país e “talvez ajudasse o novo empreendimento a entrar em outros mercados”.

A revista ressalta ainda que o Cade tem seu poder limitado por regras que o impedem de agir até que o negócio seja finalizado. Só aí (o órgão) pode impor condições ou mesmo ordenar que fusões sejam desmembradas se considerá-las anticompetitivas. “Mas aí já é tarde demais”, opina a revista.

Fonte: Economist

 

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