Sábado, 10 de dezembro de 2016
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Ponto forte de brasileiros nos negócios é ‘sonho grande’

Nas atitudes consideradas importantes para empreender, o forte dos brasileiros em comparação a outros países são criatividade e visão, segundo uma pesquisa com 9 mil entrevistados realizada pela Endeavor e pelo instituto britânico de pesquisas META. Mesmo assim, a maior pontuação dos brasileiros é em “sonho grande”, ainda que seja um pouco menor que a média mundial.

A pesquisa mede a situação do país em quatro atitudes do empreendedor, classificada pelos pesquisadores como as principais: visão, proatividade, criatividade e sonho grande. Em um total de 50 pontos, os resultados do Brasil para esses quatro aspectos foram maiores que a média global em visão e criatividade (veja no gráfico ao lado).

O menor desempenho do Brasil foi em proatividade, com pontuação um pouco menor que a média mundial.

A pesquisa também apresenta dados do empreendedorismo nos Estados Unidos e os compara com o Brasil. Entre os norte-americanos, a maior pontuação foi em sonho grande, seguida por criatividade, visão e proatividade. Todas as pontuações do país são maiores que as do Brasil e que a média mundial.

Na pontuação total, o Brasil atingiu 138,8 – maior que a média mundial, de 136,4, mas atrás dos EUA, que chegaram a 146,6 pontos.

A Endeavor também divulgou o resultado de acordo com o recorte entre os entrevistados. Esses dados apontam que há pouca diferença entre homens e mulheres no potencial de criar negócios de sucesso. A pontuação deles foi de 138,8, contra 136,7 delas.

A diferença maior se mostrou na comparação entre as faixas etárias. Segundo a pesquisa, os entrevistados com idades entre 18 e 24 anos atingiram 139,4 pontos, contra 136,1 dos que têm entre 50 e 64.

Burocracia
A Endeavor também divulgou um estudo mapeando os desafios da burocracia para empreendedores no Brasil. A organização destaca que, segundo os dados levantados, os principais problemas estão relacionados à complexidade dos processos e à falta de uniformidade entre os municípios, o que pode gerar custos além dos próprios tributos.

A pesquisa também aponta o número de atualizações tributárias por estado, mostrando que, de 2012 a 2014, foram lançados em média 5,6 novos decretos por mês para o empreendedor.

Citando levantamento do Doing Business, a Endeavor aponta que gasta-se no Brasil cerca de 2,6 mil horas para o cumprimento das obrigações fiscais – o pior país nesse quesito, com o dobro de horas da penúltima colocada, a Bolívia.

A pesquisa foi realizada em conjunto com a multinacional de Auditoria e Consultoria Ernst & Young (EY) e com a SEDI, especializada em Assessoria e Consultoria Empresarial no setor de legalização governamental.

Fonte: G1.

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