Terça-feira, 6 de dezembro de 2016
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População do Brasil vai encolher

Enquanto a população mundial deve crescer 53% até 2100, saltando de 7,3 bilhões de pessoas para 11,2 bilhões, o Brasil viverá um movimento oposto nos próximos 85 anos. De acordo com o relatório “Perspectivas da População Mundial”, divulgado nesta quarta-feira pela ONU, o país, que hoje tem 207 milhões de habitantes, deve chegar a 2100 com “apenas” 200 milhões.

A idade média do brasileiro, atualmente de 31 anos, será de 50,2 anos em 2100. Se hoje um habitante do país vive em média 75 anos, em 2100 viverá 88 anos.

A redução populacional, porém, ainda deve demorar para começar a ser vista nos índices demográficos. Segundo o documento, o Brasil chegará a 2030 com 228 milhões de pessoas, saltando para 238 milhões em 2050. Então, na segunda metade deste século, a quantidade de habitantes começará a cair até o país chegar a 200 milhões de brasileiros em 2100.

Em 1950, com 53,9 milhões de brasileiros, o país era o oitavo mais populoso do planeta. Hoje, somos o quinto mais populoso. Em 2050, passamos a sétimo nesse ranking e, em 2100, estaremos na 13ª posição.

Outros países passarão por processos parecidos, alguns de forma muito mais acentuada. A Croácia, por exemplo, que hoje tem 4,2 milhões de pessoas, registrará queda populacional em 2030 e 2050, chegando a 2100 com 2,6 milhões de habitantes. Uma redução de quase 40%. A Colômbia, que hoje tem 48 milhões de pessoas, deve ter 45 milhões em 2100. A Grécia, atualmente com 10,9 milhões, terá 7,3 milhões ao final do século XXI.

Todas essas nações estão na contramão do movimento do planeta. Segundo o relatório, o mundo terá 53% mais pessoas em 2100. A África, quem 40% da população com menos de 15 anos, deverá puxar esse crescimento.

Até 2050, segundo o estudo, a população dos 28 países africanos deve crescer em mais de 100%. Até 2100, pelo menos dez dessas nações observarão um avanço demográfico de mais de cinco vezes. São eles: Angola, Burúndi, República do Congo, Malauí, Malu, Niger, Somália, Uganda, República Unida da Tanzânia e Zâmbia.

Fonte: O Globo.

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