Presidente do TRE diz que boca de urna terá tolerância zero

Luiz Zveiter pedirá aos juízes eleitorais para reservar ginásios para abrigar presos no dia da eleição

A distribuição de propaganda de candidatos nos arredores das zonas eleitorais será rigorosamente combatida no estado no dia da eleição em todo o Estado do Rio. A afirmação foi feita ontem pelo presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ). O desembargador Luiz Zveiter disse já ter orientado os juízes eleitorais a solicitarem ginásios e clubes em suas comarcas para abrigar quem for pego fazendo boca de urna nas eleições de 7 de outubro.

A medida foi anunciada após operação do TRE contra irregularidades na campanha em Itaboraí. Luiz Zveiter disse que na próxima quarta-feira terá uma reunião com juízes eleitorais de todo o estado para definir as estratégias que serão colocadas em prática para garantir a tranquilidade do pleito:

— Estamos monitorando a situação em todos os 92 municípios do estado para garantir uma eleição tranquila e limpa. O eleitor pode estar certo de que seu voto é inviolável. Também não vamos tolerar a boca de urna — disse Zveiter.

O presidente do TRE lamentou ainda não ter recebido do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informações sobre o envio de forças federais para reforçar a segurança das eleições nas cidades de Itaboraí, Magé, Campos, Cabo Frio, Rio das Ostras, Macaé, além da Zona Oeste do Rio e do Complexo da Maré, onde há atuação de facções criminosas e milicianos.

A assessoria de imprensa do TSE informou que, por enquanto, não está prevista a convocação de sessão extraordinária para votação de pedido de envio de tropas federais para ajudar na manutenção da segurança durante as eleições. De acordo com a assessoria, até agora foram encaminhados 56 processos com requisição de auxílio. Desses, 25 já foram analisados e faltam 31. Até esta quarta-feira, 446 municípios haviam solicitado ajuda de tropas para o pleito do dia 7 de outubro. O TSE autorizou o envio para 103 cidades. A assessoria de imprensa esclareceu que em um processo há, na maioria das vezes, o pedido de várias cidades. Na sessão de terça-feira à noite, por exemplo, um dos processos previa o envio de tropas para 26 municípios do Maranhão – todos aprovados.

– Eu não estou autorizado a falar pela presidente (do TSE) Cármen Lúcia, mas nós temos sido ágeis quanto à manifestação nesses pedidos de requisição de força federal. Agora, respeitando o pacto federativo, nós sempre baixamos o processo em diligência. Para quê? Para ouvir o chefe do Executivo local e saber se as forças com as quais ele conta são suficientes para manter a normalidade das eleições – afirmou o ministro do TSE Marco Aurélio Mello.

Quando informado que o pedido foi feito em julho, Marco Aurélio disse:

– Eu não posso imaginar que não tenha sido enfrentado o pedido.

Nesta quinta-feira, a presidente do TSE tem reunião agendada com o ministro da Defesa, Celso Amorim.

Fonte: O Globo

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