Internacionalização desafia pequenas e médias empresas

Apesar de representarem 20% do Produto Interno Brasileiro (PIB) e empregarem 60% dos trabalhadores do país, as pequenas e médias empresas ainda exportam pouco. Dos seis milhões de negócios de pequeno e médio porte, apenas 9,5 mil atingem o mercado internacional. Para entender as principais dificuldades para a internacionalização dessas empresas, o Instituto Millenium ouviu o sócio da consultoria de engenharia de gestão Visagio, Weber Pimenta. O empresário tem experiência no assunto, sua empresa tem uma filial em Perth, na Austrália, e outra em Londres, com 10 funcionários.

É preciso ter disponibilidade de capital

Falando sobre as empresas que negociam conhecimento, como a Visagio, Pimenta diz que existem três dificuldades principais no processo de internacionalização. A primeira é ter um empreendedor local na equipe. Esse funcionário deve possuir entendimento do mercado local, conhecimento das soluções oferecidas e alinhamento cultural com a empresa. O segundo problema apontado pelo executivo é identificar mercados onde o conhecimento gerado no país de origem traga diferencial competitivo. Por último, ele lembra que é preciso ter disponibilidade de capital para financiar os primeiros anos da operação.

Uma empresa que conseguiu superar esses desafios, se firmando no comércio internacional foi a startup Easy Taxi, aplicativo que realiza pedidos de taxi por smartphone. A plataforma, fundada pelo empresário carioca Tallis Gomes, tem 30 mil motoristas cadastrados e está presente em 11 cidades brasileiras e nove estrangeiras.

Em 2013, depois de receber um aporte financeiro de 30 milhões de reais, o executivo pretende atuar em 25 países estrangeiros. Em entrevista concedida ao jornal “O Globo”, Gomes explicou que pretende expandir os negócios em países com problemas de mobilidade urabana. Em julho, o serviço passará a ser oferecido na Tailândia, nas Filipinas e em Hong Kong.

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