Uma revolução na educação está finalmente acontecendo. Em seu coração jaz a ideia de partir de uma educação “tamanho único” para uma abordagem mais personalizada, com a tecnologia permitindo que cada criança aprenda em seu próprio ritmo, em alguns casos mediante o uso de programas de computador adaptáveis, em outros por professores superstar, enquanto a função dos professores em sala de aula vai de orador a treinador: dar atenção individual às crianças identificadas pelos dispositivos eletrônicos como aqueles que precisam de atenção especial. Em teoria a sala de aula será revolucionada, de modo que informações básicas sejam acessadas em casa via telas, enquanto que o tempo em sala de aula será dedicado a fixar, refinar e testar esse conhecimento (do mesmo modo que o dever de casa faz hoje, só que de modo mais eficiente). A promessa é a de um ensino melhor para milhões de crianças a um custo mais baixo – mas apenas se políticos e professores abraçarem a ideia.

Várias grandes mudanças estão surgindo no mesmo momento: redes móveis de alta velocidade, dispositivos de mesa baratos, a habilidade de processar quantidades enormes de dados a um custo baixo, jogos on-line sofisticados e programas de aprendizado adaptáveis. Por exemplo, novos livros-texto digitais interativos com um sistema de avaliação permanente embutido podem mudar em tempo real, a depender do nível de aprendizado do aluno que o está usando (algumas vezes isso acontece sem que o aluno tenha consciência de estar sendo avaliado). Novos softwares de extração de dados conseguem antecipar quando um aluno pode ser reprovado em testes de leitura e matemática sem atenção especial, o que permite que o professor intervenha antes que seja tarde demais.

A pergunta mais importante permanece: as crianças aprenderão mais? Isso por sua vez depende dos professores, porque até mesmo a melhor tecnologia não chegará a lugar algum sem o seu apoio.

Fonte: Opinião e Notícia (revista “The Economist”)

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