FLIP: Fernando Schuler e Gabriela Mafort debatem “Liberdade e globalização”

No debate “Liberdade e globalização” na Casa da Liberdade, o doutor em Filosofia e diretor do Ibmec/ RJ, Fernando Schuler, e a jornalista da Globo News Gabriela Mafort lançaram um olhar positivo sobre a globalização e a sua relação com o desenvolvimento e a liberdade nas perspectivas das mudanças que transformaram relações econômicas e sociais entre os países.

Abrindo o colóquio, Schuler convidou a plateia a pensar sobre o desenvolvimento da ideia de liberdade na Filosofia, na História e sobre o vazio deixado pelos intelectuais sobre a conquista dos avanços civilizacionais. “Quando eu estudava ainda na graduação, o pensamento malthusiano dominava as escolas, mas dos anos 80 para cá, o PIB dos países mais pobres aumentou muito, a pobreza, embora não tenha sido eliminada, foi potencialmente reduzida.”

Na opinião do filósofo, as liberdades serão ampliadas quando a população mundial tiver mais acesso à saúde, à educação, à informação. “O nível de privações a que o homem está submetido caiu bastante”.

Em contraposição, para a liberdade que Schuler chamou de subjetiva, as ideologias têm prejudicado muito o avanço: “Para a liberdade de pensamento, a ideologia ocupa hoje o mesmo papel que a intolerância religiosa ocupou um dia’, afirmou.

A jornalista Gabriela Mafort pensou a liberdade e o acesso à informação sob a perspectiva da revolução digital que vivemos hoje. Mafort considerou as conquistas recentes que o Brasil, por exemplo, atravessa na área com a implementação da Lei de Acesso à Informação, uma das conseqüências da nova relação com a informação que a sociedade digital possui.

A nova função do jornalista, profundamente impactada pela revolução, é um dos principais desafios da área, destacados pela palestrante: “O jornalista passar a ser um curador da informação”. Lembrando ainda a proximidade com o expectador, com a audiência, que têm seus “poderes”de influência ampliados, Mafort afirmou: “O jornalista do futuro não pode mais ignorar o telespectador”.

Pensando nas possibilidades de ação política individual e coletiva na Internet, a jornalista convidou a plateia a participar ativamente exercendo o novo poder na rede: “A influência tem sido mais importante do que a popularidade para os veículos de massa.”

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