Política fiscal: França enfrenta êxodo de altos executivos

Política fiscal de François Hollande faz com que cada vez mais executivos deixem o país

Enquanto o presidente francês, François Hollande, enfrenta a estagnação da economia e a queda no índice de popularidade, cresce o número de altos executivos que deixam a França. Dois empresários seniores da Moët Hennessy, braço de champanhe e conhaque do grupo de luxo LVMH, anunciaram que estão se mudando para Londres, e o o chefe da Dassault Systèmes, o braço de software da Dassault Aviation, disse que alguns gerentes seniores de sua empresa também haviam deixado o país.

Apesar de ser um dos críticos mais ferrenhos da política fiscal de Hollande, Bernard Arnault, chefe da LVMH e atual homem mais rico da Europa, disse ao jornal “Financial Times” que o motivo que está levando os executivos a deixarem o país não é fiscal. Porém, o próprio Arnault pediu a cidadania belga em setembro de 2012, poucos meses depois da eleição do socialista Hollande, gerando a revolta dos governistas e um intenso debate na França sobre patriotismo, empreendedorismo e altos impostos.

Segundo Bernard Charles, presidente da Dassault Systèmes, morar na França tornou-se desvantajoso para executivos. Para ele, o governo de Hollande dificulta a contratação de gestores na França.

Números divulgados na última segunda-feira, 11, mostram uma queda pior do que a esperada na produção industrial da França em relação a dezembro de 2012. Os números desenham um cenário nada favorável para Hollande, que experimentou uma queda de 30% no índice de aprovação em fevereiro.

No último trimestre de 2012 a economia francesa entrou em estagnação e a taxa de desemprego atingiu 10% da força de trabalho do país. O governo está considerando dolorosos cortes de gastos para conter o déficit orçamentário deste ano.

Fonte: Opinião & Notícia

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