“Inaugura-se no Brasil o estado racializado”, diz Yvonne Maggie sobre as cotas para negros

O início do julgamento sobre a validade da adoção do sistema de cotas raciais e sócio econômicas no Supremo Tribunal Federal (STF) reacendeu  o debate sobre a polêmica medida de  adoção de ações afirmativas.

Para críticos, como a especialista do Instituto Millenium Roberta Kaufmann, a medida promove a segregação racial, incitando a intolerância.

O sistema de cotas também pode revelar sua ineficácia na educação. O ingresso no ensino superior não promove a igualdade entre os estudantes, já que uma formação educacional de qualidade começa nos bancos escolares. As cotas também vão de encontro com o principio da meritocracia, que recompensa o indivíduo pelo esforço pessoal.

A antropóloga Ivonne Maggie vê a política de cotas raciais como um problema de ordem legal. “ Se isso for realmente configurado, inaugura-se no Brasil o estado racializado, dividindo o povo brasileiro entre negros e brancos.”

A votação

Há três ações relacionadas às cotas sendo apreciadas pelos ministros do STF. Dois processos avaliam a constitucionalidade de regras adotadas pela Universidade de Brasília (UnB) e pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) para o ingresso de estudantes por meio do sistema de cotas. O outro processo avalia a adoção das cotas pelo Programa Universidade para Todos (ProUni).

 

Assista a análise de Ivonne Maggie na TV Millenium

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