IPCA sobe 0,47% em março e fica acima do teto da meta em 12 meses

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo, divulgado hoje, acumula alta de 6,59% em um ano

A inflação ao consumidor, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), desacelerou em março, mas ainda assim ficou acima do teto da meta do governo (6,5%) no acumulado de 12 meses. O IPCA subiu 0,47% no mês passado, ante alta de 0,60% em fevereiro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 12 meses, a taxa ficou em 6,59%, acima do teto da meta estipulada pelo governo, de até 6,5%. Neste tipo de comparação, as previsões dos analistas iam de uma alta de 6,50% a 6,70%, com mediana de 6,62%.

O resultado do mês ficou abaixo do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que iam de uma taxa de 0,38% a 0,55%, com mediana de 0,50%. No ano, o IPCA acumulou uma alta de 1,94%.

Os aumentos menores em Educação em março influenciaram com força a desaceleração no IPCA no mês. O grupo saiu de uma alta de 5,40% em fevereiro para +0,56% em março, o que equivale a um impacto de apenas 0,03 ponto porcentual na inflação de março, contra uma influência de 0,24 ponto porcentual em fevereiro. O IPCA de março teve alta de 0,47%, após ter subido 0,60% em março.

Preços menores
As passagens aéreas ficaram 16,43% mais baratas em março, a principal contribuição negativa por item sobre a inflação medida pelo IPCA no mês. O movimento resultou em uma influência de -0,10 ponto porcentual para a taxa de 0,47% do IPCA de março. Em fevereiro, as passagens aéreas já tinham registrado queda de 9,98% nos preços.

O item também puxou a deflação de 0,09% no grupo Transportes em março, que tinha registrado variação de 0,81% em fevereiro.

A gasolina diminuiu o ritmo de alta em março para 0,09%, após ter aumentado 4,10% em fevereiro, como resultado do reajuste de 6,60% no preço do litro do combustível nas distribuidoras em 30 de janeiro. As despesas menores com transportes também tiveram influência em março da queda nas tarifas de ônibus interestaduais (de -0,44% em fevereiro para -0,97% em março) e da desaceleração nas tarifas de ônibus urbanos (de 0,62% para 0,35%) e de automóveis novos (de 0,59% para 0,35%).

Fonte: O Estado de S. Paulo

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