“The Economist”: O estranho renascimento da Inglaterra liberal

Jovens britânicos se tornaram liberais, social e economicamente. Políticos precisam se alinhar a eles

Os jovens britânicos se tornaram notavelmente liberais, no sentido clássico. Eles são relaxados, ao ponto de esse assunto quase provocar um sentimento de tédio, em relação às preferências sexuais, hábitos narcóticos e etnia do próximo. Embora não sejam fãs, assim como os britânicos mais velhos, da imigração em massa, eles estão cansados dos políticos que transformam essa questão em um cavalo de batalha. Quanto à confusão em torno do casamento gay, a qual em breve atormentará a Câmara dos Lordes, eles mal conseguem ver nisso um problema.

Os jovens querem que o Leviatã desapareça tanto dos seus contracheques quanto de seus quartos. Comparados aos mais velhos, eles são cínicos em relação ao estado de bem-estar social. Quase 70% da geração pré-guerra, e 61% dos baby-boomers, acreditam que a criação do estado de bem-estar social é uma das conquistas mais importantes da Grã-Bretanha. Menos de 30% daqueles que nasceram depois de 1979 concordam. Os mais jovens são obcecados pela redução do déficit.

Preocupam-se com o aquecimento global, mas ainda assim tendem em geral ao estado mínimo proposto por Mill. Eles não veem nada de errado no crescimento dos supermercados gigantes, por exemplo.

Isso não se trata apenas de jovens se comportando como jovens. Trata-se, ao contrário, de uma mudança geracional. Em 1987 os britânicos entre 18 e 34 anos de idade tinham menos probabilidade que todos os outros grupos etários de concordar com a proposição de que cortes de benefícios estimulariam as pessoas a se virarem sozinhas. Os jovens agora são mais duros que a maioria das pessoas. Eles também são mais socialmente liberais que gerações anteriores no mesmo ponto da vida.

Fonte: Opinião & Notícia – (“The Economist”)

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