A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) revela que a taxa de analfabetismo de pessoas de 15 anos ou mais ficou praticamente estável em 2012. Ela ficou em 8,7%, ante 8,6%, em 2011. Em 2004, tinha sido de 11,5%. Houve um acréscimo de cerca de 300 mil pessoas no contingente dos analfabetos, que totalizou 13,2 milhões de brasileiros.

O IBGE considera o ligeiro aumento irrelevante em termos estatísticos.

“Estamos com uma pesquisa amostral. A taxa da analfabetismo é uma que, assim como algumas outras, representa um percentual pequeno da população e está sujeita a oscilações”, disse, nesta sexta-feira, Maria Lúcia Vieira, coordenadora da Pnad.

No Nordeste, que exibe o pior desempenho do país, a taxa passou de 16,9%, em 2011, para 17,4%. Entre os homens subiu 1 ponto percentual, enquanto a taxa das mulheres dessa região teve aumento de 0,1 ponto. Na região Centro-Oeste, passou de 6,3% para 6,7%. No Sudeste ficou estável em 4,8% e caiu de 4,9% para 4,4% na região Sul e de 10,2% para 10%, na Norte.

As faixas de população de maior faixa etária continuaram exibindo os piores índices. A piora no indicador entre 2011 e 2012 ocorreu na faixa etária de 40 a 59 anos que passou de 9,6% para 9,8%. Entre os analfabetos, 24,4% tinham 60 anos ou mais.

O analfabetismo funcional que é representado pela proporção de pessoas de 15 anos ou mais (menos de 4 anos de estudo completos) foi estimada em 18,3%, menor que os 20,4% de 2011. São 27,8 milhões de analfabetos funcionais. Novamente as regiões Norte e Nordeste têm os percentuais, de 21,9% e de 28,4%, respectivamente.

Fonte: O Globo

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