Ricardo Galuppo critica falta de prioridade com geração de energia elétrica

A geração de energia elétrica é destaque nos principais jornais brasileiros neste início de ano. O debate em torno da possibilidade de um “apagão” esbarram com o otimismo do governo e com a redução dos preços das tarifas de energia. O diretor-executivo do jornal Brasil Econômico, Ricardo Galuppo, em artigo publicado na última terça-feira, apontou a ineficiência do Ibama em conceder licenças ambientais para a construção de linhas de transmissão de energia.

“O órgão prometeu apertar o passo e entregar até o mês de julho deste ano a licença ambiental para construção das linhas de transmissão que ligarão as usinas de Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira, ao Sistema Interligado Nacional de Energia”, explicou Galuppo. A questão apontada pelo jornalista é a demora do processo burocrático, já que a licitação da linha ocorreu em 2008. “Se os prazos de construção da usina tivessem sido obedecidos e as turbinas já estivessem em operação, como deveriam, não haveria a possibilidade de consumo da energia gerada”. A espera será de, no mínimo, quatro anos e meio.

“A falta de chuvas e o baixo nível dos reservatórios mais uma vez surgem como a desculpa para o risco de racionamento que aumenta a cada dia”, lamentou o jornalista.

Segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONSE) divulgados no jornal “O Globo” desta quarta-feira, os níveis dos principais reservatórios de hidrelétricas do Sudeste e do Nordeste estão em queda. Os reservatórios das represas do sistema Sudeste/Centro-Oeste registraram 28,32% da capacidade na terça-feira.

Os reservatórios do Nordeste registraram queda de quase meio ponto percentual em um dia, passando de 30,64% na segunda-feira para 30,20% na terça. Houve também redução no Norte: de 40,23% para 39,88%. A única região que registrou recomposição das reservas foi o Sul, com o nível da água subindo de 41,36% na segunda para 43,40% na terça.

“O Globo” lembrou ainda  situação crítica de Furnas: “opera com 12,15% de sua capacidade de estocagem”. No Nordeste, o reservatório da hidrelétrica Sobradinho está em 25,43%.

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