“Medidas adotadas por Dilma no setor elétrico estão erradas”, diz Constantino

Em seu mais recente comentário para o Instituto Liberal, o economista Rodrigo Constantino criticou a postura do governo ao anunciar a redução das tarifas de energia elétrica. Segundo Constantino, as medidas adotadas excluem um pensamento de longo prazo. Confira abaixo:

“As medidas adotadas pela presidente Dilma no setor elétrico estão todas erradas. Elas denotam a visão míope desse governo, que parece abraçar como poucos a máxima de Keynes: “No longo prazo estaremos todos mortos”. Um estadista, conforme sabia Churchill, preocupa-se com as próximas gerações, enquanto um populista só pensa nas próximas eleições. Dilma fez claramente sua escolha.

O desconto na conta de luz ignora os riscos que isso acarreta para o futuro do setor. Faltarão recursos para investimento em geração. A conta será paga pelas estatais, que desabaram na bolsa. Até o BNDES (sempre ele!) deve assumir parte da fatura, comprando crédito de recebível de Itaipu. É o futuro sendo hipotecado no afã de estimular um pouco mais a capenga economia no curto prazo.

A forma que a presidente escolheu para o anúncio das medidas comprova seu total viés eleitoreiro. Confundindo governo com nação e estado com partido, Dilma adotou um tom extremamente político em cadeia nacional de rádio e televisão, usando o governo para fazer campanha eleitoral. Ainda prometeu o que não tem como cumprir, uma vez que há sim risco de racionamento se não chover. E Dilma controla muitas coisas, mas não o clima.

A Fiesp pode celebrar, assim como alguns consumidores leigos em economia ou igualmente míopes. Mas aqueles com maior esclarecimento sabem que empurrar custos para frente pode ser como jogar uma bola de neve morro abaixo: o risco de avalanche não é nada desprezível.”

Fonte: Instituto Liberal

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2 comments

  1. Lenine da Silva

    Esta é a visão neoliberal de Milton Friedman e seus Chicagos boys, quando a iniciativa de investimento deve ser de recursos exclusivamente privados, ou seja, primeiro o mercado deixa o empresário super rico, acumulando lucros pra depois investir, porém essa visão é rebatida por Keynes, ele diz: o Capitalismo de Estado deve gerar recursos de longo prazo para animar investimento em infra-estrutura pela iniciativa privada, governos ou mesmo as parcerias públicos privada, o BNDES é esse grande agente animador, não faltará recursos para esses investimento, o Brasil crescerá sempre

  2. Ademir

    Compartilho do quanto exposto pelo senhor Constantino. Foi. O Lula com cartoes social e a Dilma comêsseis atos a atitudes de quem não possui qualificação para gerir um pais.