Saiba quais são os melhores países para ser uma empreendedora

No Dia Internacional da Mulher, estudo da Mastercard elenca quais regiões têm as melhores condições para que mulheres abram seus próprios negócios

Ainda hoje, as mulheres enfrentam mais preconceitos culturais e menos oportunidades de progresso profissional nas empresas, em relação aos seus colegas do sexo masculino.

Por isso, oferecer condições propícias para o empreendedorismo feminino é fundamental para que cada vez mais negócios liderados por mulheres tenham as mesmas chances de batalhar pelo sucesso. Isso passa tanto por medidas específicas, como dar mais oportunidades de ascensão a elas no mercado de trabalho, quanto por uma melhora em geral no ecossistema empreendedor.
É o que diz o Índice de Mulheres Empreendedoras, a primeira edição de uma pesquisa feita pela empresa de cartões Mastercard em lembrança ao Dia Internacional da Mulher. Ao todo, o estudo compreendeu 78,6% da mão-de-obra feminina mundial.

O índice tem como objetivo saber como 54 economias da região Ásia-Pacífico, Oriente Médio e África, América do Norte, América Latina e Europa diferem em resultados 1) no avanço das mulheres no mercado, 2) no capital intelectual e financeiro e 3) nas condições propícias ao empreendedorismo. Cada país recebe uma nota a partir desses três aspectos, que vai de 0 a 100.

Os melhores países para ser uma empreendedora

O ranking mostra, principalmente, como o empreendedorismo feminino se desenvolve em ritmos e formas diferentes ao redor do mundo.

Em países em desenvolvimento, abrir negócios costuma derivar da necessidade de uma alternativa de renda. O caminho é burocrático e desafiador, diante da falta de programas estruturados de apoio ao empreendedorismo e da falta de infraestrutura, inclusive tecnológica.

Já as economias desenvolvidas costumam apresentar maior frequência do empreendedorismo por oportunidade: abrir negócios por enxergar inovações a serem feitas. Na prática, elas contam com comunidades de pequenas e médias empresas sólidas, alta qualidade de governança e facilidade de fazer negócios, por exemplo.

É o caso, principalmente, dos cinco países no topo do ranking de estímulo ao empreendedorismo feminino. Confira quais são eles:

Posição País Índice de Mulheres Empreendedores (nota de 0 a 100)

tabela 2

A correlação entre desenvolvimento econômico e empreendedorismo, claro, nem sempre funciona dessa forma: aspectos culturais podem aumentar ou diminuir o potencial empreendedor de um país, segundo a Mastercard.

A aversão ao risco barra o empreendedorismo feminino no Japão, mesmo sendo um país com muita infraestrutura, tecnologia e mão de obra qualificada. Enquanto isso, na Argentina, as empreendedoras conseguem representar a maioria dos criadores de negócios, mesmo com condições não tão favoráveis ao empreendedorismo feminino.

Onde está o Brasil?

O Brasil ficou na 33ª posição do ranking global: ou seja, na metade inferior do Índice de Mulheres Empreendedoras.

O país conta com participação feminina em 28,2% do universo do empreendedorismo, mas elas ocupam mais posições técnicas (55% das mulheres que empreendem) do que de liderança mesmo (38,2% das mulheres que empreendem), aponta a Mastercard.

Mesmo assim, há tendências animadoras para a maior presença de mulheres nos negócios: as empreendedoras brasileiras têm mais acesso à educação superior que seus pares masculinos, tendo 54,6% delas realizado matrícula em universidades e faculdades, contra 40,2% dos empreendedores homens.

O Brasil também é o sexto país com maior avanço em relação à presença feminina em liderança, empreendedorismo e força de trabalho. Ele perde para Filipinas, Tailândia, Botswana, Canadá e Colômbia. O estudo ressalta que esse avanço, porém, pode ser estimulado pela falta de alternativas de sobrevivência financeira

Desafios para o empreendedorismo feminino

Por fim, o Índice de Mulheres Empreendedoras também elencou as seis principais barreiras ao progresso das mulheres de negócios.

Elas são a falta de financiamentos e investimentos; restrições regulatórias e ineficiências institucionais; falta de espírito empreendedor e crença em si mesmas; medo do fracasso; restrições socioculturais; e falta de educação e treinamento. Praticamente todos os 54 países do ranking enfrentam ao menos uma dessas barreiras.

“É evidente que o potencial das mulheres e seu valor como empreendedoras e donas de negócios ainda não foi demonstrado”, afirma o estudo.

“Libertar esse potencial irá requerer um esforço coordenado, foco e estímulo em diversos níveis: motivação pessoal; suporte familiar e social; oportunidades econômicas e políticas; treinamento, financiamento e políticas públicas e privadas; e a formação de relações comerciais e networking empreendedor e executivo, tanto local quanto globalmente.”

Fonte: Exame.com

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