SP, MG e Rio: 87% atribuem crise hídrica aos governantes

Na Grande São Paulo, segundo a consultoria Expertise, 92,5% colocam na conta do governo o problema

Aumentou entre paulistas, cariocas e mineiros o número de pessoas que atribuem a responsabilidade pela atual crise hídrica ao governo (municipal, estadual e federal). É o que mostra pesquisa inédita sobre o tema realizada via internet pela consultoria mineira Expertise. Num primeiro levantamento, feito em outubro passado, 75% dos entrevistados colocavam a crise na conta dos governantes. Em fevereiro deste ano, esse número subiu para 87%. Na Grande São Paulo, região que enfrenta problemas no abastecimento de água há mais de um ano, 92,5% dos entrevistados acreditam que os governantes têm muita responsabilidade pela crise – eram 78% na pesquisa anterior.

Dos 2.138 entrevistados em São Paulo (interior e região metropolitana da capital), Minas (interior e Grande Belo Horizonte) e Rio, 75% responsabilizam a população (ante 78% da pesquisa anterior) pela crise e 74% as empresas responsáveis pelo abastecimento (eram 62% no levantamento anterior) pelo problema.

Em outubro, os entrevistados diziam que o principal fator que levou à crise foi o mau uso da água e dos recursos naturais pela população (o item agora ocupa a segunda posição, segundo 21% dos entrevistados). Na pesquisa atual, a falta de planejamento dos governantes (na opinião de 29% dos internautas), que ficava em terceiro lugar, lidera. Segunda posição no levantamento de outubro, a falta de chuva hoje ocupa o quinto lugar, segundo 13% dos entrevistados.

Segundo a pesquisa, 48% dos internautas disseram ter tido pelo menos um corte de água nos últimos dias. Na região metropolitana da capital paulista, esse número sobe para 70%.

À consultoria Expertise, 91% dos entrevistados acham que o governo poderia ter evitado que a crise chegasse a tal ponto. Outros 89% acreditam que a crise hídrica vai afetar o fornecimento de energia. Dos internautas, 87% demonstram estar “bem preocupados” com a falta d’água.

Para 66%, a tendência é de piora no quadro nos próximos 12 meses. E 90% disseram acreditar que o preço da água vai subir.

A Expertise realizou as entrevistas online em janeiro e fevereiro deste ano, com homens e mulheres de todas as classes sociais. A margem de erro da pesquisa é de 2,1 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Aumento no estoque de água

Se em outubro o número de entrevistados ouvidos pela consultoria que disseram estar estocando ou pensando em estocar água era de 64%, em fevereiro esse percentual subiu para 73%.

À consultoria Expertise, os entrevistados ainda responderam sobre uma série de mudanças no comportamento. 83% disseram ter diminuído o tempo no banho e 72% passaram a fechar a torneira ao escovar os dentes ou lavar a louça. Dos internautas, 60% contaram que estão, de alguma forma, reutilizando água e 57% passaram a lavar menos roupa.

Os favoráveis ao racionamento somam 73% ante 77% do levantamento feito pela consultoria em outubro.

Fonte: O Globo

RELACIONADOS

Deixe um comentário