Volatilidade predomina

Os mercados operaram nesta terça-feira sob o signo da volatilidade. Chegaram a abrir em alta, corrigindo as perdas do dia anterior, quando o Ibovespa recuou 5,1%, mas ao longo do dia operaram sem uma tendência definida.

Nos EUA, em destaque um novo pacote para os mutuários, no valro de US$ 200 bilhões e a forte queda nas vendas de imóveis pendentes, de 7,7% em janeiro contra dezembro, acima do esperado pelo mercado, o que indica que a crise está longe de uma reversão.

Sobre o pacote de incentivos do Fed, voltado para o crédito ao consumidor, o empréstimo previsto é de US$ 200 bilhões para os investidores, mas pode ir a US$ 1 trilhão. A idéia é ir comprando os títulos ligados as cartas de crédito, empréstimos para automóveis e outros tipos de consumo a crédito. Em suma, chamado “Programa a Termo de Empréstimos Respaldado por Ativos” (Term Asset-Backed Securities Loan Facility, Talf), tem por objetivo “catalizar os mercados de crédito que foram virtualmente fechados desde o agravamento da crise financeira em outubro. Ao reabrir estes mercados, o Talf ajudará as instituições de crédito para que satisfaçam as necessidades dos consumidores e pequenas empresas, ajudando a estimular a economia em geral”.

Por fim, para piorar os ânimos, a OCDE está mais pessimista do que o FMI em relação ao desenlace desta crise para os seus países-membros. Para o pesquisador-chefe da instituição, “a recessão vai se aprofundar… não há dúvida. Acho que este trimestre será o pior de todos.” Ao fim de 2008, o FMI reduziu sua previsão de crescimento global de 2009 a 0,5%, contra a anterior de 2,2%. O FMI também previa uma queda de 2% neste ano para os países industrializados.

Para a OCDE, novas previsões devem sair ao fim de março. “O cenário é de uma recessão significativamente mais profunda que a prevista pelo FMI em janeiro, em todos os níveis. Os países da OCDE terão desempenho pior que o mundo porque economias emergentes de países como Índia, China e outros terão crescimento levemente positivo em 2009.”

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