A força da mulher quebrando paradigmas

A evolução histórica da humanidade remete a movimentos marcantes, vivenciados por diversas civilizações.

Durante séculos, grandes ideais provocaram lutas que culminaram em mudanças de hábitos e atitudes.

O mundo evoluiu, embora a natureza humana mantenha sua essência, uma vez que ainda se vê diante de tantos questionamentos. São muitos os desejos de conquista. São muitas as insatisfações.

Tem sido assim no universo feminino. Há cerca de três séculos, com o cenário imposto pela Revolução Industrial, a mulher, que até então apenas desempenhava funções estritamente femininas como o magistério ou aquelas ligadas a prendas domésticas, ganharam o mercado de trabalho, iniciando a conquista pela independência financeira.

Nos dias atuais, essa conquista ainda não é plena. A luta pela igualdade de salários entre homens e mulheres ainda é tema de debates no Brasil e, ainda que não exista distinção legal entre homens e mulheres, muita injustiça ainda precisa ser corrigida.

Muitas mudanças já aconteceram desde que, há quase 70 anos, as mulheres chocaram o mundo com o surgimento do biquíni. Era um tempo de busca pela liberdade feminina.

No Brasil, o dito “sexo frágil”, até então, submisso à condição de esposa, foi contemplado com a capacidade plena, consequência da dissolução do casamento com o advento da Lei do Divórcio, no final dos anos 70.

O tempo passou e as mulheres continuaram ganhando expressão

O tempo passou e as mulheres continuaram ganhando expressão. Hoje, uma parcela considerável de mulheres é provedora do lar. Aproximadamente 37% das famílias brasileiras são chefiadas por mulheres, conforme Censo de 2010, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.

Muitas dessas mulheres, hoje, são livres por que tiveram coragem de fazer valer seu direito de cidadã, em alguns casos, em decorrência de um clamor que visava exterminar com a violência doméstica e que culminou com a Lei Maria da Penha, em 2006.

Atitudes machistas e cruéis ainda são praticadas entre casais onde a mulher ainda não tem coragem de se impor e se fazer respeitar. Essa mesma mulher que há oitenta anos conquistou o direito ao voto ainda é minoria no universo político.

Muitas reformas legais se fazem urgentes no Brasil. Uma das funções do Direito é criar regras que padronizem comportamentos e, sob esse prisma, muito esforço precisa ser feito para que mais mulheres passem a representar os brasileiros em defesa de seus direitos assegurados pela Constituição Federal.

É certo que muitas mudanças já são marcantes e memoráveis em nosso país. Entretanto, muito há que fazer.

Já se foram cinco séculos de história, oriunda de um regime monarquista onde algumas das mais “nobres” mulheres deixaram marcas de suas atuações.

Nosso ventre se faz livre em decorrência da coragem de uma “nobre” guerreira em uma época marcada pela concentração de poder.

O Brasil vem atravessando, no decorrer dos anos, muitos problemas políticos e socioeconômicos. É um país que, mais do que nunca, necessita de coragem e determinação para estabelecer mudanças profundas.

Nada melhor do que a inteligência, a força e a sensibilidade feminina para promover o desenvolvimento da “pátria amada mãe gentil”.

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