Entidades organizam protesto contra a alta carga tributária
IMPOSTOS > QUATRO CAPITAIS VÃO VENDER GASOLINA MAIS BARATA HOJE
São Paulo – O litro da gasolina será vendido hoje cerca de 40% mais barato que o preço normal. O desconto equivale ao imposto cobrado sobre o produto e faz parte de um protesto contra a alta carga tributária cobrada no País. Em quatro postos de São Paulo, Rio, Belo Horizonte e Porto Alegre o combustível será vendido a R$ 1,4624, enquanto o preço normal é de R$ 2,399.

Para chamar a atenção sobre os impostos que incidem em cascata sobre o consumo, a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e o Instituto Mises Brasil vão subsidiar a venda de gasolina sem tributos como Cide, PIS, Cofins e ICMS.

As duas entidades escolheram a data de hoje para realizar o que chamam de Dia da Liberdade de Impostos, que mostrará o peso dos impostos no dia a dia das pessoas.

“A data foi escolhida para lembrar o dia exato em que o brasileiro para de trabalhar para pagar tributos e começa a trabalhar para si”, explica Ricardo Salles, um dos coordenadores do evento. Segundo seus cálculos, todos os anos os brasileiros têm de trabalhar 145 dias (de 1º de janeiro a 25 de maio) apenas para pagar os tributos cobrados pelo governo.

“Nem sempre a população tem consciência da quantidade de tributos que são cobrados, do pãozinho ao transporte. A gasolina é um exemplo do peso da carga tributária no preço final”, diz Salles.

IMPOSTÔMETRO

O tradicional Impostômetro, instalado no centro de São Paulo, também vai chamar a atenção para a elevada carga tributária paga pelos brasileiros. O medidor de tributos da ACSP, no centro de São Paulo, deverá chegar, às 15 horas, à marca de R$ 400 bilhões de impostos federais, estaduais e municipais pagos pelos brasileiros. Em dezembro, o marcador chegou à casa de R$ 1 trilhão (15 dígitos) em impostos pagos.

O cálculo do Impostômetro é feito com base em informações prestadas pela Secretaria da Receita Federal, Secretaria do Tesouro Nacional, INSS, CEF, TCU e IBGE. Nos Estados e Distrito Federal, os dados são do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), Secretarias Estaduais da Fazenda, TCEs e Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda. Nos municípios, as informações são da Secretaria do Tesouro Nacional. (AE)

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