Em 1974, Edmar Bacha cunhou o termo “Belíndia” para ilustrar o que seria a distribuição de renda no Brasil: um disparate entre as condições luxuosas da Bélgica e a miséria da Índia. Bacha foi presidente do BNDES e um dos principais mentores do Plano Real.

Em “Belíndia 2.0” (Civilização Brasileira, 2012) o economista reúne as fábulas que criou para o país fictício chamado Belíndia, e que marcaram uma época de inflação nas alturas, e retraça a trajetória da economia brasileira desde a década de 1970 até os dias atuais.

“O rei compreendeu então que o PIB era uma espécie de felicitômetro do ricos. Incontinente, mandou demitir seu conselheiro-mor para finanças, que de longa data lhe vinha afiançado que o PIB era uma medida exclusivamente técnica, que envolvia apenas conceitos contábeis e não tinha qualquer implicação ética. E decretou à fundação que calculava as contas nacionais do reino que doravante explicitasse as ponderações adotadas, utilizando os três conceitos alternativos de crescimento tal como apresentados no relatório do economista visitante. Desde esses acontecimentos o reino tem vivido dias mais felizes, pois, embora pobre, passou pelo menos a contar com medidas honestas de crescimento.”

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