Quarta-feira, 7 de dezembro de 2016
Mantenedores mantenedores

Tag: Governo Dilma Rousseff

O mago está de volta

Joao Mellao Neto

Quando, no início do governo Dilma, delineou-se o “modelo econômico” que ela pretendia seguir, confesso que fiquei perplexo. A ideia mestra era tão simplesmente pisar no acelerador que tudo, a partir daí, se arranjaria como que por milagre. Não haveria inflação, pois se cuidaria para que as taxas de juros ... Leia mais

Olhar o presente

Denis Rosenfield

Há o tempo da crítica, há o tempo do elogio. Mudanças devem ser não apenas constatadas, mas bem-vindas. Ilude-se quem pensa que a conservação de uma mesma postura, sobretudo quando eivada de preconceitos ideológicos, deve ser mantida a qualquer custo, sob pena de produzir efeitos nocivos para o país. O ... Leia mais

Naufrágio tributário

Ives Gandra

Considerar que a função das empresas é gerar receita tributária emperra o país. Dilma deve impor concepção desenvolvimentista à Receita Talvez um dos principais fatores do fracasso econômico do governo Dilma Rousseff em seus dois primeiros anos -com alta inflação, baixo PIB, um dos últimos lugares em crescimento na América ... Leia mais

Dupla distorção

Carlos Alberto Sardenberg

Tem pessoas assim: dizem uma coisa, fazem outra. Mentirosas — é a interpretação que ocorre imediatamente. E, se solicitados exemplos, quase todo mundo dirá: governantes, políticos, deputados e senadores em especial etc. Mas isso é senso comum. Podemos complicar a história. E quando as pessoas acreditam mesmo que fazem o ... Leia mais

Matrioska

Rodrigo Constantino

“Ninguém pode usar uma máscara por muito tempo: o fingimento retorna rápido à sua própria natureza.” (Sêneca) Ganhei de presente uma daquelas bonecas russas que é a cara da presidente Dilma. Não seria minha escolha natural, mas não havia como trocar, então fui tentar apreciá-la. A impressão inicial que ela ... Leia mais

Desatando a economia

Rolf Kuntz

A presidente Dilma Rousseff deixará um bom legado se conseguir desatar a economia brasileira e liberar seu potencial de crescimento, por enquanto limitado a uns 4% ao ano. É um limite muito estreito para um país com um passivo social tão grande e exposto a uma competição internacional cada vez ... Leia mais

Critérios

Merval Pereira

A reclamação de ministros do Supremo de que o revisor Ricardo Lewandowski está encompridando desnecessariamente seus votos, fazendo com que o julgamento possa entrar por novembro adentro, não está relacionada apenas à possibilidade de o presidente do STF, Ayres Britto, ter que se aposentar sem poder participar da discussão da ... Leia mais

Esperando o empurrão

O governo terá de apressar a execução de seu plano de investimentos em infraestrutura, se quiser desemperrar a economia brasileira. A indústria continua em marcha lenta, apesar de alguns sinais de melhora, e fabricantes e vendedores de equipamentos de construção já dão este ano como perdido. De janeiro a julho, as vendas de escavadeiras, motoniveladoras e rolos compactadores foram, respectivamente, 8,5%, 35,3% e 28,6% menores que as de um ano antes, segundo a Abimaq, a associação da indústria de máquinas. Na hipótese mais otimista, os fabricantes de máquinas rodoviárias conseguirão vender tanto quanto em 2011, mas, por enquanto, há poucos sinais animadores. Os números do BNDES comprovam o baixo ritmo de investimentos públicos e privados e a necessidade urgente de um bom empurrão na indústria. Até junho o BNDES liberou empréstimos no valor de R$ 53,5 bilhões, R$ 2,1 bilhões menos que no primeiro semestre de 2011, segundo relatório enviado ao Congresso. A parcela destinada à indústria, de R$ 15,2 bilhões, foi 18,9% menor que a liberada na primeira metade de 2011. Só aumentaram os financiamentos concedidos a empresas de comércio e serviços, R$ 13,8 bilhões, 33,5% maiores que os de um ano antes. Para infraestrutura saíram R$ 20,1 bilhões, 6,9% menos que no período anterior. Redução de juros e estímulos fiscais localizados parecem ter tido pouco ou nenhum efeito na disposição de investir da maior parte dos empresários. Crédito e corte de impostos ajudaram a desencalhar estoques, mas foram insuficientes para mudar significativamente as perspectivas de médio prazo. Em agosto, as expectativas dos empresários em relação aos seis meses seguintes permaneceram em 58,5 pontos, muito perto da marca registrada em julho (56,9) e abaixo da de um ano antes (61), segundo pesquisa da Confederação Nacional da Indústria. A escala vai de zero a 100 e acima de 50 indica otimismo - ainda moderado e com pouca variação. Tudo indica que a atividade econômica será mais intensa no segundo semestre do que no primeiro, mas permanecem pelo menos duas dúvidas muito importantes. Falta saber, em primeiro lugar, se o impulso será suficiente para garantir no próximo ano uma expansão de uns 4% do PIB. Segundo o governo, esse ritmo anual será alcançado já no fim de 2012. O segundo ponto é mais complicado e mais importante. Para romper a barreira dos 4% ou pouco mais de crescimento, a economia precisará de muito mais que um impulso temporário. Para avançar com maior rapidez por vários anos, sem o risco de fortes pressões inflacionárias ou de problemas nas contas externas, o País precisará aumentar seu potencial de produção. Isso dependerá em boa parte dos investimentos em infraestrutura. A presidente Dilma Rousseff parece haver entendido esse ponto. Não basta investir para estimular a economia a curto prazo, como se a estagnação fosse apenas conjuntural. É preciso, acima de tudo, aumentar a produtividade geral da economia. Mas o governo precisa tornar-se mais produtivo para conduzir essa tarefa. O atraso dos investimentos e o mau estado da infraestrutura resultam em boa parte da ineficiência do setor público. Até julho o Tesouro pagou R$ 24,1 bilhões de investimentos, com recursos de 2o12 e restos de exercícios anteriores. Descontada a inflação, medida pelo Índice Geral de Preços da Fundação Getúlio Vargas, o desembolso foi 9,6% maior que o de igual período de 2011 e 10,9% menor que o de janeiro a julho de 2010. Nos últimos 11 anos, o governo central programou investimentos de R$ 125,6 bilhões em rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, mas só aplicou R$ 78,6 bilhões, segundo a organização Contas Abertas. A diferença - R$ 46,9 bilhões - é o dobro do valor previsto para rodovias nos próximos cinco anos, R$ 23,5 bilhões. Também isso comprova o acerto da convocação do setor privado para o plano de logística. Mas também para as licitações o governo precisará de mais competência do que tem exibido. A presidente deve lembrar-se disso. Leia mais

Privatização envergonhada

Carlos Alberto Sardenberg

A arte do negócio é a combinação entre custo, eficiência e rentabilidade. Restringir rentabilidade não é um bom começo Sabe a periguete sem convicção? Ela veste o tubinho, mas fica o tempo todo puxando para cima e para baixo para tentar esconder o que a roupa quer exibir. A exibição ... Leia mais

O choque necessário

Rolf Kuntz

Safra recorde no Brasil é prenúncio de grandes perdas em estradas esburacadas, longas filas de caminhões na vizinhança dos portos e dezenas de navios parados ao largo, durante dias, por falta de espaço para atracar. O grande espetáculo da ineficiência geral da economia brasileira é composto de muitos quadros. O ... Leia mais

PAC da privatização

Carlos Alberto Sardenberg

O governo Dilma garante que o PAC está bem encaminhado, mas por via das dúvidas, e como o crescimento não embala, vai adotando uma agenda, com o perdão da palavra, liberal. Promete para agosto um pacote de concessões à iniciativa privada de estradas, ferrovias, portos, talvez mais aeroportos e outros ... Leia mais

Momento de aflição

Merval Pereira

Na política, há um momento em que ninguém é de ninguém que se define com uma expressão trazida da linguagem nordestina: a situação está de vaca não reconhecer bezerro. Brasília vive tal momento de aflição pela expectativa de um futuro tumultuado na economia, que tem naturalmente reflexos na política. Nesses ... Leia mais

O governo Dilma parece velho

marco-antonio-villa_im

O governo Dilma Rousseff completa 18 meses. Acumulou fracassos e mais fracassos. O papel de gerente eficiente foi um blefe. Maior, só o de faxineira, imagem usada para combater o que chamou de malfeitos. Na história da República, não houve governo que, em um ano e meio, tenha sido obrigado ... Leia mais

Perspectivas para a economia brasileira

Economista e especialista em finanças públicas, Fabio Giambiagi comenta as estimativas de crescimento para a economia brasileira. O crescimento nos próximos meses será prejudicado por um início de ano fraco. Em 2013, o desafio será manter o crescimento devido à falta de mão-de-obra qualificada. Leia mais

Lá e cá

Paulo Brossard

Quem tem por ofício ou por hábito acompanhar os fatos cotidianos tem sob os olhos as visões mais variadas, que mudam quando menos se espera ou ensejam apreciações antagônicas. Nos últimos dias, por exemplo, pode-se dizer que o Brasil era um e passou a ser outro. Não é que fosse ... Leia mais

Já passou da hora de o STF
tomar jeito

Marco Antonio Villa

O encerramento do mandato de Cezar Peluso à frente do Supremo Tribunal Federal pode significar uma mudança positiva no rumo daquela Corte? É difícil supor que subitamente o STF passe a agir de forma republicana, cumprindo suas funções constitucionais. O clima interno é de beligerância. A cerimônia de posse do ... Leia mais