Instituto Atlântico divulga pesquisa sobre situação econômica do país

I.A.

A mais recente pesquisa produzida pelo Instituto Atlântico, intitulada “Poderia estar melhor”, de autoria do especialista em Relações Internacionais Augusto Cattoni, traça um profundo panorama da atual situação econômica do Brasil. Cattoni faz uma análise paralela ao texto “It’s better than it seems: Brazil in the coming decades”, de Albert Fishlow, professor emérito da Universidade Columbia e da Universidade da Califórnia – Berkeley, que traz uma visão econômica otimista para o Brasil.

O professor de Relações Internacionais afirmou que “a análise do professor Fishlow é sempre interessante, porém nos pareceu incompleta” e lembrou que “há controvérsias como uma visão sóbria da realidade brasileira revela”. Dentre os temas abordados, as grandes “mazelas” da economia ganham destaque na pesquisa. As taxas de investimento, o intervencionismo do governo na economia, a política fiscal, a produtividade e o pré-sal são tratados de forma clara e reveladora.  Cattoni também dá destaque à pesada carga tributária nacional: “O tributo injusto é o grande fator de manutenção do estado de subcidadania em que vivem os cidadãos brasileiros”.

Leia o trecho inicial do trabalho “Poderia estar melhor“, de Augusto Cattoni:

O recente texto do Professor Emérito Albert Fishlow da Universidade Columbia e da Universidade da Califórnia, Berkeley, “It’s Better than It Seems: Brazil in the Coming Decades”, preparado para o Centro de Política Hemisférica da Universidade de Miami, reflete não só a latitude intelectual do Autor na análise de desafios ao desenvolvimento das nações, como também retrata o longo caso de amor desse grande brasilianista pelo país que de alguma forma o adotou e foi por ele adotado, tamanho é o seu conhecimento específico da economia e da sociedade brasileiras.

A análise do Professor Fishlow é sempre interessante, porém nos pareceu incompleta. Segundo Fishlow, o governo Dilma lançou mão de três tipos de incentivo à economia que fizeram com que o Brasil avançasse de forma significativa. Primeiro, foi a defesa do setor industrial com a desvalorização da moeda que desencorajou as importações e beneficiou as exportações. A desvalorização do real se deu pela compra vultosa de dólares por parte do Banco Central do Brasil e adoção de barreiras à entrada do capital especulativo, essencialmente o aumento de IOF nas operações cambiais. Segundo, pela adoção de medidas tributárias, para reduzir o fardo do setor manufatureiro. Isso foi feito com a ampliação e aceleração das medidas do Programa Brasil Maior, especialmente quando a estagnação da economia produtiva local voltou a ameaçar em 2012. Fishlow viu na desoneração da folha de pagamento outro claro benefício às empresas. Terceiro, o governo promoveu a expansão da ciência e tecnologia e maior acesso a créditos de longo prazo para projetos de investimento através da expansão da Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior – PITCE lançada em 31 de março de 2004, com o objetivo de fortalecer e expandir a base industrial brasileira por meio da melhoria da capacidade inovadora das empresas e da Política de Desenvolvimento Produtivo de 20083. Nenhum desses avanços pode ser contestado. A questão é avaliar a essencialidade de seus impactos no curto e longo prazos sobre a taxa de investimento do país, que se encontra travada por cerca de trinta anos.

Leia a pesquisa, promovida pelo Instituto Atlântico, na íntegra

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1 comment

  1. adriano t guimarães

    TRAVADO ENCONTRA A NOSSA FERROVIA NORTE E SUL, DETONAM AS OBRAS E A JUSTIÇA Ñ JULGA OS MALFEITORES, DO DINHEIRO PÚBLICO, EM VEZ DE SUBSTITUÍ-LA POR EMPRESAS COMPETENTES CHEGANDO A 30 ANOS DE LERDEZA, APESAR DE EQUIPAMENTOS MODERNOS EFICIENTES SENDO DESATIVADOS, DANDO MAIS VASTO PREJUÍZO A NAÇÃO E AO TESOURO,OS BANCOS ETC….ISSO Ñ SE FAZ, MAIS A POLÍTICA É UM PARA DESTRUIR, O OUTRO CONSTRÓI E NOVAMENTE ARREBENTA…COMO FOI A LINHA 2 DE METRO…TANTO TEMPO PARADA Q OS TRILHOS, TUDO NELA SUMIU…PENSAR PROFESSORES….