“A opinião pública continua sem saber o que quer atingir”

2013-07-05 18.01.18

O jornalista e escritor Guilherme Fiuza esteve presente na “Casa da Liberdade” deste ano para falar sobre “Liberdade e criação artística”, às 18h30 do dia 5 de julho, logo após a palestra de Luiz Felipe Lampreia.

Fiuza, cujo mais recente trabalho é o livro “Giane – Vida, arte e luta” (Sextante, 2012), trouxe uma reflexão sobre as manifestações populares recentes que tomaram as ruas do Brasil e seus efeitos práticos para o futuro. “Como articulista político, não poderia deixar o tema de lado”. Para o jornalista, o fenômeno aconteceu tardiamente: “A desorganização administrativa do país já pedia por manifestações há um bom tempo. Eu, por exemplo, já havia dito muitas vezes que a conta, uma hora ou outra, ia chegar”.

A maior crítica às manifestações se dá pela pauta desorganizada dos protestos e a falta de conhecimento dos manifestantes. “É ótimo que as pessoas se manifestem, expressem suas opiniões, mas muita gente não sabe quais as reais causas da situação brasileira atual. A opinião pública está extremamente confusa”, afirmou.

A palestra de Guilherme Fiuza foi mediada pela diretora-executiva do Instituto Millenium, Priscila Pereira Pinto.

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