Mercado de entretenimento é oportunidade para investidores

Felipe Continentino, sócio-fundador do Queremos!, fala sobre o modelo de negócios da plataforma que promove shows sob demanda do público

Diante da escassez de opções de shows internacionais de bandas alternativas no Rio de Janeiro, um grupo de amigos resolveu pensar em maneiras de trazer essas atrações para a cidade conforme o interesse dos fãs. Surgia assim, em 2010, o Queremos!, inicialmente idealizada como uma plataforma de crowdfunding em que o público poderia criar a demanda pelas apresentações de seus artistas preferidos através da compra de ingressos antecipados para viabilizar a realização dos eventos. Felipe Continentino, sócio-fundador do Queremos!, lembra que tudo começou com um projeto para trazer a banda sueca Miike Snow para tocar no Rio. O pedido vinha acompanhado de um manifesto intitulado “Cansamos de esperar”, que falava sobre o esvaziamento cultural da cidade e de como as pessoas poderiam agir para transformar esse cenário.

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De lá para cá, mudanças importantes ocorreram. Segundo Continentino, o modelo de financiamento coletivo foi se tornando saturado com o crescimento dos negócios ao longo dos últimos anos, o que levou o grupo a criar algo mais “escalável”, permitindo que artistas e produtores de shows também pudessem utilizar a plataforma e sua base de dados para tomar decisões de forma mais inteligente e, assim, organizar os eventos. O projeto foi se expandindo e hoje é responsável por shows em cidades como Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba e São Paulo, além de mirar os Estados Unidos, o maior mercado de entretenimento do mundo. O Queremos! conta com um escritório na cidade de Nova York que tem o objetivo de firmar parcerias e atrair investidores. “Lá fora, existe uma cena de criação de empresas e propostas de novos modelos de negócios que enxergam na indústria do entretenimento uma oportunidade de investimento. O Brasil ainda foca muito na parte do agronegócio, dos bancos, no setor financeiro, então o mercado de entretenimento fica muito distante para os investidores”.

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