A hora e a vez das fintechs

Daniel Gomes, CEO da Nexoos, fala sobre o crescimento do mercado das empresas voltadas a serviços financeiros

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As dificuldades que os empreendedores costumam enfrentar no Brasil são muitas: elevada carga tributária, altas taxas de juros, burocracia, regulação excessiva… Para Daniel Gomes, CEO e cofundador da Nexoos, plataforma de empréstimos online que conecta pequenas e médias empresas a investidores, soma-se a esta lista de empecilhos a forte concentração do sistema financeiro nos grandes bancos, o que desencoraja não só quem pretende abrir um negócio próprio como também representa uma barreira para a transformação deste segmento.

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Este cenário, no entanto, tem apresentado mudanças graduais. Cada vez mais, as fintechs, startups de tecnologia que oferecem serviços ligados ao mercado financeiro, tem ganhado espaço como alternativas para a realização de operações bancárias. Segundo Gomes, já existem cerca de 200 fintechs no país, a exemplo da própria Nexoos, a GuiaBolso, a Creditas e o Nubank. O executivo identifica a falta de concorrência como o principal problema existente hoje no mercado financeiro brasileiro, o que impede que as taxas de juros possam ser reduzidas. Nesse contexto, o surgimento das fintechs demonstra que existem formas mais simples e baratas de implementar processos, gerando mais competitividade.

Gomes não vê as fintechs como uma ameaça às instituições financeiras tradicionais: “Acredito que exista mais cooperação do que competição entre as fintechs e os grandes bancos”. Ele analisa ainda os potenciais resultados que a atuação dessas empresas podem trazer aos cidadãos: “Quando se facilita a vida do empreendedor, você gera mais empregos e isso tudo traz impacto social para o país”. Ouça!

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