Economia baiana é tema do “Millenium nas redações”

O economista Cristiano Costa foi o convidado da sexta edição do projeto “Millenium nas redações”, que ocorreu na tarde da última sexta-feira, dia 22 de fevereiro, na sede do grupo A Tarde, em Salvador, na Bahia.

O encontro, que reuniu cerca de 30 jornalistas, teve o seguinte tema: “Entraves e perspectivas econômicas para a economia da Bahia”. Durante cerca de uma hora, o especialista do Imil falou sobre as potencialidades e as dificuldades da economia baiana, inseridos, claro, no contexto do país.

Segundo Costa, que é doutor em economia pela Universidade da Pensilvânia, a economia brasileira passa por um momento de incerteza. “Estamos em um período de inflação e baixo crescimento”, que tem como uma das consequências a pouca confiança para investir em projetos de médio e longo prazo. Ele também destacou, como elemento preocupante, o fato da inadimplência no país ter sido maior em janeiro de 2013 que no mesmo mês do ano passado. Para o especialista, que é professor da Fucape Business School, em Vitória, algumas decisões precisam ser revistas, como interferências no câmbio e congelamento do preço da gasolina.

Como principais entraves ao crescimento da Bahia, que tem apresentado índices melhores que a média do país em alguns setores, como a venda de veículos e motocicletas, Costa apontou a educação e a infraestrutura, problemas que também afetam o país como um todo, em menor ou maior grau. Ele disse ainda que é preciso atrair investimentos do setor privado para garantir o crescimento.

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O “Millenium nas redações” promove encontros entre especialistas do Imil e jornalistas. Eles acontecem nas redações e duram cerca de 1h15. O tema da palestra e o nome do especialista são decididos em conjunto. Os assuntos são variados, de acordo com o perfil de cada veículo,mas sempre relacionados com os valores do Instituto (democracia, Estado de Direito,economia de mercado e liberdade). O projeto visa contribuir para a liberdade de expressão,pois quanto mais ampla e mais critica for a formação do jornalista, melhor será a qualidade da imprensa no Brasil.

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